- O primeiro-ministro Keir Starmer é questionado sobre a nomeação de Lord Mandelson para a embaixada dos EUA e se houve desumanidade processual; oposição pedirá uma investigação de corrupção parlamentar.
- Na sessão da Câmara, alguns membros do Partido Trabalhista abstiveram ou desrespeitaram o voto, sugerindo descontentamento com a liderança de Starmer.
- Starmer reconheceu um “erro” na nomeação, citando amizade de Mandelson com Jeffrey Epstein; Morgan McSweeney e Olly Robbins perderam seus cargos por não trazerem preocupações de informação a tempo.
- A defesa de Starmer de “devida apreensão” foi criticada, já que houve pressões para acelerar a nomeação e envolveram desafios de verificação de segurança.
- Pesquisas indicam que ele poderia enfrentar apoio público para uma investigação, com apoio de três para um, e a resolução pode depender das próximas semanas e de documentos que continuam surgindo.
O Guardian aponta dúvidas sobre a conduta de Keir Starmer na nomeação de Lord Mandelson como embaixador do Reino Unido nos EUA. A controvérsia envolve declarações do premiê, processo de indicação e a participação de assessores próximos. Parlamentares da oposição sugerem que houve engano ao apresentar o andamento do caso no Parlamento. O tema ganhou destaque em plenário e já confronta a liderança trabalhista antes das eleições.
A discussão ganhou contornos de crise política ao revelar falhas no processo de avaliação de segurança e de aconselhamento ministerial. Morgan McSweeney, ex-chefe de gabinete de Starmer, apoiou Mandelson, enquanto Olly Robbins, chefe do Foreign Office, não sinalizou problemas de vetting. A imprensa aponta que essas atuações resultaram em demissões e na percepção de responsabilidade de Starmer.
A convocação para apuração foi discutida após deputados trabalhistas se manifestarem contra a linha oficial, com alguns votando pela referência à comissão de privilégios do parlamento. A votação ocorreu antes das próximas eleições, sinalizando desgaste interno e dúvidas sobre a liderança de Starmer entre parte da base do partido.
O que motivou a polêmica
Segundo relatos, Starmer reconheceu ter cometido um “erro” ao confirmar a nomeação de Mandelson, apesar da relação pessoal do indicado com Jeffrey Epstein. O episódio envolve também questionamentos sobre a forma como o governo apresentou o caso aos deputados, sob a alegação de que “todo o devido processo” foi seguido.
A controvérsia envolve divergências sobre o que constitui o “processo” citado por Starmer. Assessorias do gabinete anterior indicaram que houve resistência a avançar com a avaliação de segurança antes do anúncio. Documentos e depoimentos indicam tensões entre o gabinete 10, o Foreign Office e o Serviço de Verificação de Segurança.
Detalhes do processo e impactos políticos
Relatos indicam que a UK Security Vetting agency recomendou negar a aprovação devido a riscos, mas a decisão final foi descrita de modo mais brando pela avaliação do gabinete. A disputa envolve quem sabia dos riscos e quem deveria ter informado o premiê sobre eles.
A pesquisa de opinião mostra apoio a uma investigação sobre se Starmer ter enganado o Parlamento, com uma margem de apoio alta para a abertura de apuração. A continuidade do caso pode depender dos próximos documentos e do andamento da comissão de relações exteriores, que investiga o episódio.
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