- A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou convites ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho para depor, com data ainda a definir.
- Os parlamentares querem esclarecer o episódio em que as credenciais de serviço de Carvalho foram negadas nos Estados Unidos, após sua participação na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.
- Os EUA acusam Marcelo Ivo de tentar manipular o sistema de imigração e contornar pedidos formais de extradição; a PF afirma que houve cooperação internacional na prisão de Ramagem, considerado foragido.
- Andrei Rodrigues disse que Carvalho não foi expulso dos EUA, mas teve credenciais negadas no sistema de cooperação, levando à sugestão de que ele retorne ao Brasil.
- Senadores questionam se houve erro ou possível acordo e defendem transparência dos fatos, visando evitar alegações de arbitrariedade.
O Senado Federal, por meio da Comissão de Segurança Pública (CSP), aprovou o envio de convites ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho para depor. A pauta aborda a recusa de credenciais de serviço do policial nos EUA, após sua participação na prisão de Alexandre Ramagem.
Os requerentes incluem o senador Jorge Seif (PL-SC), que busca esclarecer as motivações da negativa de credenciais e o papel de Carvalho na cooperação com autoridades norte-americanas. O objetivo é entender as circunstâncias do episódio e eventuais implicações diplomáticas.
Marcelo Ivo esteve envolvido na curta prisão de Ramagem pelo ICE, órgão de imigração dos EUA. Ramagem, ex-diretor da Abin, foi condenado por crimes relacionados a golpe e organização criminosa e está foragido. A audiência ainda não tem data.
Contexto do caso
O Departamento de Estado dos EUA informou que Marcelo Ivo tentou burlar o sistema de imigração e contornar pedidos de extradição. A PF sustenta que a prisão foi resultado de cooperação internacional entre Brasil e EUA, com Ramagem considerado foragido.
Em declaração, Andrei Rodrigues afirmou que Ivo não foi expulso, mas teve credenciais negadas em uma unidade de cooperação internacional. A PF avalia que a repatriação do policial ao Brasil ocorreu por prudência institucional.
O imbróglio gerou críticas de oposicionistas, que veem um possível embaraço diplomático. Parlamentares defendem transparência sobre o caso e destacam a necessidade de esclarecer se houve algum acordo ou distorção de fatos.
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