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Como o arco proposto por Trump mudaria Washington, D.C.

O Arco Triunfal proposto em Washington pode obstruir a vista entre Lincoln Memorial e Arlington House, gerando críticas, ajustes pela comissão e dúvidas sobre custos

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  • O governo de Donald Trump propõe um Arco Triunfal dos Estados Unidos em Washington, com 250 pés de altura, quatro vezes maior que o projeto original, para a rotatória no fim da Arlington Memorial Bridge.
  • A proposta pode alterar drasticamente as sightlines entre memorials icônicos, como o Lincoln Memorial e Arlington House, além de impactar a relação visível entre norte e sul.
  • Uma modelagem 3D feita pelo The New York Times mostra que o arco poderia ofuscar ou interromper a visão cuidadosa entre os monumentos e ampliar o domínio sobre o conjunto da paisagem.
  • O painel de Artes Finas dos EUA, ainda que tenha dado aprovação preliminar ao local, pediu revisões, incluindo a retirada de estátuas douradas no topo e mais aberturas entre as colunas.
  • Há disputas legais e orçamentárias em curso, com uma ação de veteranos e historiadores argumentando que o arco pode prejudicar a relação entre os memoriais; o governo ainda não divulgou custos nem quem arcará com as despesas.

O governo de Washington avalia a construção de um Arco Triunfal no entorno de Arlington Memorial Bridge, em DC. A proposta, apresentada durante a gestão de Donald Trump, visaria um monumento de grande porte no local, ainda sem detalhes de custo ou financiamento. A ideia ganha impulso com uma nova versão que seria quatro vezes maior do que a originalmente sugerida.

Analistas destacam o impacto na visão entre o Lincoln Memorial e Arlington House, residência ligada ao histórico cemitério. Um estudo em modelagem 3-D da Times mostra como o arco alteraria uma linha de visão simbólica entre os memoriais, alterando o enquadramento de Arlington House e do próprio Lincoln Memorial.

O arquiteto responsável, Nicolas Leo Charbonneau, informou à Comissão de Arte Federal que a obra funciona como uma entrada grandiosa da cidade, enquadrando os monumentos de ambos os lados da via. A proposta envolve um arranjo de colunas que pode restringir vistas já consolidadas ao longo do eixo histórico.

Do lado do cemitério, os impactos seriam perceptíveis a partir da entrada, com partes do Lincoln Memorial potencialmente parcialmente encobertas dependendo do ângulo. O tema é objeto de divergências entre autoridades, especialistas e opositores, que destacam ainda a necessidade de aprovação do Congresso e de comissões de planejamento.

Contornos legais e reações

A administração sustenta que a obra poderia celebrar os 250 anos da nação, mas ainda não publicou estimativas de custo ou quem arcaria com o desembolso. A opinião pública ficou dividida entre apoio simbólico e preocupações com a preservação da paisagem histórica.

Acompanhamentos oficiais indicam revisões pedidas pela comissão de artes finas, que sustenta a localização proposta, mas recomenda um arco menor e a remoção de esculturas douradas no topo. A disputa envolve ações legais movidas por veteranos e historiadores, que apontam risco de dominar as visões dos memoriais.

A defesa do projeto aponta que as vistas recíprocas entre os memoriais sempre estiveram no cerne do planejamento do core monumental de Washington. Organizações de preservação ressaltam a necessidade de preservar o vínculo entre os memoriais ao longo do Arligton Memorial Bridge.

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