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Polícia Metropolitana criticada por uso intrusivo de IA

Metropolitano policiais enfrenta críticas por IA da Palantir que analisa dados de dispositivos, com centenas avaliadas e preocupações de privacidade

Getty Images Five officers stand in a row in their yellow and blue uniforms. Each wears a black hat and stand looking out to a crowd of people.
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  • A Metropolitano de Londres está sendo criticada por testar uma ferramenta de IA da Palantir para revisar dados de dispositivos de oficiais, considerado invasivo pela associação dos funcionários.
  • A tecnologia utiliza dados de vários sistemas da polícia para identificar potenciais condutas inadequadas, com uso ainda não detalhado ao público.
  • Em uma semana após o lançamento, a Diretoria de Profissionalismo identificou centenas de possíveis infrações e acusações criminais, incluindo dois arrestos e dois afastamentos.
  • Relatos apontam rastreamento de localização 24/7 de dispositivos dos oficiais e dúvidas sobre uso para questionar horas extras, doenças, desempenho ou conduta.
  • A Federação de Polícias analisa ação legal, afirmando violação de direito à vida privada e de proteções da GDPR, enquanto a gestão diz manter o monitoramento dentro de normas.

A Polícia Metropolitana (Met) enfrenta críticas por um piloto de uma ferramenta de IA que analisa dados de dispositivos dos próprios policiais. Desenvolvida pela empresa americana Palantir, a ferramenta reúne informações já autorizadas pela instituição para identificar possíveis preocupações sobre conduta dos agentes.

A Federação Policial da Met (MPF) orientou colegas a terem cautela extrema ao portar dispositivos da Polícia fora do serviço. Centenas de oficiais passam por avaliação por condutas diversas, incluindo duas prisões e outras duas suspensões relacionadas a potenciais atividades criminosas.

Os dirigentes do MPF afirmaram que houve uma atualização no software de monitoramento empresarial legal, mas que o quadro não foi informado sobre a implantação da IA da Palantir. A Met informou que não detalharia o funcionamento da IA, apenas que ela usa dados de várias fontes policiais.

Entre as preocupações está o possível rastreamento de localização 24 horas por dia dos dispositivos, algo levantado pela federação como ferramenta para contestar horas extras, faltas e desempenho. A organização cobra transparência e salvaguardas para o uso da tecnologia.

Dentro de uma semana após a implantação, a Diretoria de Profissionalização da Met identificou centenas de potenciais violações de conduta e algumas infrações penais. As informações abrangem abuso de poder, fraude, agressão sexual e má conduta em serviço público, com dois detidos e mais dois sob investigação.

Outros dados apontam 98 oficiais sendo investigados por conduta inadequada e 500 recebendo notificações preventivas por uso indevido do sistema de escalonamento de turnos. Ainda, 42 gestores de alto escalão são avaliados por não cumprir política de trabalho híbrido.

Uma dezena de agentes também enfrenta procedimentas por não declarar filiação a organizações, como a Maçonaria, com outros 30 recebendo notificações por suspeita de filiação não declarada. A organização de profissionais estuda medidas legais.

Contexto e reação

A implantação da Palantir ocorre em meio a um programa de melhoria de cultura institucional na Met, após investigações que expuseram comportamentos tóxicos em unidades da polícia. O comissário afirmou que a tecnologia busca elevar padrões e fortalecer as bases da instituição.

Palantir já tem presença expressiva no setor público britânico, com contratos em áreas como saúde, defesa e regulação financeira. A empresa enfrenta críticas sobre uso de dados públicos. Um representante da prefeitura de Londres ressaltou que a decisão não passou pelo crivo do prefeito.

A MPF avalia ações legais para contestar a implementação, argumentando que a privacidade dos agentes pode ter sido violada. A polícia enfatiza que a ferramenta não altera direitos individuais, mas sim o monitoramento de conduta. O caso segue em avaliação interna.

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