- A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal segue incerta, com voto secreto e divisão na bancada evangélica, após a Comissão de Constituição e Justiça aprovar por 16 votos a 11 e enviar ao plenário, que exige ao menos 41 votos.
- O senador Jorge Seif afirmou que a oposição já tem votos suficientes para pressionar o resultado e destacou a imprevisibilidade do voto secreto, que pode permitir traições.
- Há relatos de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ex-presidente Rodrigo Pacheco não estariam atuando pela aprovação, o que abre espaço para a mobilização contrária.
- O placar permanece indefinido instantes antes da votação, já que o voto depende do que acontece no momento, com o sigilo mantendo incerteza.
- A bancada evangélica está dividida; a senadora Damares Alves reconheceu mobilização de lideranças religiosas, mas admitiu que isso não unifica votos, questionando também o modelo de indicação ao STF.
A indicação de Jorge Messias ao STF permanece incerta. Senadores governistas afirmam ter votos suficientes, mas o voto secreto, a racha na bancada evangélica e bastidores de articulação política mantêm o cenário sem definição. O placar é incerto momentos antes da votação.
A CCJ do Senado aprovou Messias por 16 a 11, em disputa clara entre alas do Senado. A indicação segue para o plenário, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis para a confirmação. A expectativa é de continuações de negociações.
Segundo o senador Jorge Seif, a oposição já consolidou votos contrários e aposta na imprevisibilidade do voto secreto. Ele cita uma reunião com 29 senadores que fecharam posição contra Messias, mas ressalta o segredo pode mudar tudo.
Seif afirma que o fator decisivo está nos bastidores, não nas declarações públicas. O risco é de que membros do Centrão votem contra o indicado, o que geraria rejeição após décadas de histórico de indicações ao STF.
O senador Izalci Lucas avalia que a sabatina tem pouco impacto real sobre a decisão dos colegas, reforçando a ideia de que muitos já possuem posição definida antes da votação. Ele cita desconfianças sobre compromissos dos indicados.
Nos corredores, cresce a percepção de que a indicação não é unânime entre aliados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ex-presidente Rodrigo Pacheco aparecem como nomes discutidos por não atuarem para garantirem votos a Messias, segundo relatos.
A análise cita uma articulação contrária nos bastidores caso haja abertura de 10 a 15 votos contrários suficiente para inviabilizar a confirmação, com o voto secreto ampliando a margem de surpresa até o fim do processo.
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