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Alcolumbre lidera derrota de Messias e abre crise entre Lula e Senado

Derrota de Messias no plenário amplia crise entre governo de Lula e Senado, com governistas atribuindo orientação de voto a Davi Alcolumbre

imagem colorida do Senador Davi Alcolumbre (União-AP), durante votação da indicação de Jorge Messias ao STF
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, por 42 votos a 34, na sessão de quarta-feira, 29 de abril.
  • A derrota é atribuída, por governistas e oposição, a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • Parlamentares afirmam que Alcolumbre orientou os colegas a votarem conforme a própria consciência, sinalizando apoio à rejeição.
  • Durante a sabatina na CCJ, alguns senadores disseram que Messias pediu votos contra o advogado-geral da União no plenário.
  • A decisão abre uma crise entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o Senado, com o Palácio do Planalto considerado pego de surpresa.

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF em votação realizada na noite desta quarta-feira, 29 de abril, em Brasília. A derrota ocorreu por 42 votos a 34, em pleno exercício de sabatina na CCJ, com Messias sendo indicado pelo presidente Lula.

Governistas e oposicionistas atribuem a derrota a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Parlamentares relatam que, em conversas recentes, o senador orientou votar conforme a própria consciência, o que foi interpretado como sinal verde para a rejeição.

Durante a sabatina na CCJ, alguns senadores afirmaram que Messias teria pedido votos contrários à aprovação de sua nomeação para o cargo de advogado-geral da União no plenário.

Desdobramentos políticos

O não aceitamento da indicação é visto como uma crise entre o governo federal e o Senado. O Planalto classificou o resultado como uma surpresa, enquanto parlamentares descrevem a relação com o Palácio do Planalto como abalada pela derrota.

A rejeição ocorre em meio a debates sobre o alinhamento entre Lula e a composição do Congresso. Analistas apontam que o episódio pode repercutir o relacionamento institucional entre Executivo e Legislativo nos próximos meses.

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