- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, previu no plenário que Messias perderia por oito votos: “Acho que vai perder por 8”.
- A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação de Jorge Messias ao STF, diferença de oito votos.
- Foi a primeira vez, em 132 anos, que o Senado rejeita a indicação de alguém ao Supremo Tribunal Federal; o último caso ocorreu em 1894.
- Messias enfrentava resistência de oposicionistas, independentes e até de aliados, com críticas sobre atuação governamental e independência para a Corte.
- Apesar de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, a sabatina e o plenário não asseguraram apoio suficiente para a nomeação.
Pouco antes de o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse a Jaques Wagner, líder do governo, que a decisão seria uma derrota de oito votos. A previsão foi feita no plenário nesta quarta-feira (29).
A sessão resultou na rejeição da nomeação por 42 votos contrários e 34 favoráveis, uma diferença exata de oito votos. O resultado marcou um revés histórico para o governo, já que o Senado nunca havia barrado uma indicação ao STF em 132 anos.
A indicação de Messias, apresentada pelo governo, enfrentou resistência de senadores da oposição, de independentes e também de alguns aliados, com críticas à atuação no governo e à aparente independência para ocupar a vaga no STF. Mesmo com aprovação na CCJ após mais de oito horas de sabatina, não houve apoio suficiente no plenário.
Votação no Senado
Ao longo dos meses, o tema provocou intensas discussões sobre qualificações e imparcialidade, com justificativas apresentadas por aliados e adversários. O plenário seguiu a tendência de alinhamento entre blocos, sem que a base alcançasse a firmeza necessária para consolidar o nome no tribunal.
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