- Aliados do Planalto afirmam que, após a rejeição de Jorge Messias pelo Supremo, a relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou comprometida.
- Interlocutores afirmam que Alcolumbre sinalizou que contava com cerca de 50 votos contrários à indicação, aumentando a pressão entre governistas.
- Com a derrota, o governo avalia uma resposta mais dura, com retaliações políticas potenciais.
- Uma opção discutida é enfraquecer Alcolumbre no Amapá, envolvendo Lula nas eleições locais para derrotar candidatos ligados ao senador.
- Também é considerado revisar indicações ligadas a Alcolumbre dentro da estrutura do governo, substituindo nomes vinculados a ele.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados do Planalto relatam frustração com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a rejeição de Jorge Messias pelo STF, segundo a Folha de S. Paulo. A crise entre os executivos aumentou o distanciamento entre governo e aliado.
Interlocutores do Planalto afirmam que Alcolumbre atuou para barrar a indicação, o que teria comprometido a relação entre as autoridades. Mesmo antes do resultado, o senador teria sinalizado que contava com cerca de 50 votos contrários, elevando a pressão interna.
A leitura do entorno de Lula é de constrangimento político frente à derrota, que ocorreu quando o governo buscava ampliar o apoio no Senado. Com o desfecho, a base passou a considerar respostas mais firmes.
Entre as medidas discutidas está o enfraquecimento político de Alcolumbre no Amapá. Aliados sugerem envolvimento do Planalto nas eleições locais para derrotar candidatos ligados ao senador, buscando reduzir sua influência.
Outra linha considerada envolve a revisão de indicações associadas ao presidente do Senado dentro da estrutura do governo, com a substituição de nomes ligados a Alcolumbre para sinalizar ruptura.
A tensão acontece em um momento em que o governo depende do Senado para avançar pautas trabalhistas e econômicas. Mesmo assim, interlocutores avaliam que a deterioração da relação já é inevitável.
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