- A rejeição de Jorge Messias ao STF ocorreu no plenário do Senado, com 42 votos contra 34.
- Auxiliares de Lula diziam que já previa a derrota e apontaram a condução da sessão pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como fator relevante.
- O governo avalia próximos passos e sinaliza a possibilidade de distanciamento entre Lula e Alcolumbre.
- Alcolumbre não recebeu Messias nos últimos meses, o que alimenta atrito entre as partes.
- A derrota foi considerada humilhante pelo governo; é a sexta rejeição histórica de indicado ao STF pela Casa, em um episódio que remete a mais de um século.
Auxiliares de Lula admitem que já aguardavam a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, diante da condução da sessão pelo presidente Davi Alcolumbre. A avaliação interna aponta que o desfecho era previsível, mesmo com a avaliação de que o ministro da AGU poderia permanecer.
Na prática, a votação ocorreu no plenário do Senado nesta quarta-feira (29). O placar ficou em 42 votos contrários e 34 a favor, barrando a indicação de Messias para o STF. A rejeição marca a sexta vez na história que um indicado é barrado pela Casa.
Alcolumbre não recebeu Messias nos últimos meses, o que é ressaltado pelas interlocuções do Planalto. O governo encara a derrota como um indicativo de dificuldades na relação com o Senado.
Repercussões políticas
Lula avalia próximos passos a partir do resultado, buscando entender as brechas na articulação com o Senado. O Palácio trabalha para definir como ficará a relação com Alcolumbre daqui em diante.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado, esteve no Palácio da Alvorada após o placar. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também esteve no Alvorada, e comentou, em tom institucional, que o governo esperava uma vitória antes da sabatina.
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