- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
- Foi a primeira vez, em 132 anos, que um nome para o STF é rejeitado pelo Senado.
- Guilherme Boulos, ministro da SGPR, chamou a decisão de “chantagem política” e disse que o Senado sai “menor” do episódio.
- A rejeição é vista como derrota para o governo do presidente Lula e vitória para a oposição, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resistiu à indicação de Messias e defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga.
O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. A votação ficou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, a primeira rejeição a uma indicação ao STF em 132 anos.
O episódio envolve o governo Lula, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e oposicionistas como Flávio Bolsonaro. A derrota é interpretada como revés político para o governo e vitória para a oposição.
A votação ocorreu em Brasília, após o presidente Lula encaminhar a nomeação de Messias para suceder Luís Roberto Barroso. Analistas veem o resultado como desfecho de 长al contas políticas entre governo e bancada oposicionista.
Contexto e desdobramentos
Boulos classificou a rejeição como chantagem política e afirmou que a aliança entre bolsonarismo e manobra política prevaleceu. O ministro destacou que o Senado ficou menor com o desfecho.
Alcolumbre, ao defender a indicação de Rodrigo Pacheco ao cargo, saiu vitorioso na disputa interna. A escolha pela vaga do STF manteve o foco nas disputas sobre o equilíbrio entre o Executivo e o Legislativo.
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