- A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por seis a três, que Louisiana precisa redesenhar seu mapa congressual, enfraquecendo uma parte-chave da Voting Rights Act de 1965.
- A decisão torna a Seção Dois da lei menos eficaz para impedir discriminação racial na definição de distritos, e pode levar estados a redesenhar mapas antes das eleições de meio mandato.
- A Casa Branca classificou a decisão como “uma vitória completa e total”; o porta-voz Abigail Jackson afirmou que a cor da pele não deve definir o distrito.
- Donald Trump sinalizou que, se possível, redesenharia os mapas, enquanto líderes civis e o NAACP chamaram o veredito de retrocesso para os direitos civis.
- A decisão gerou críticas de figuras como Barack Obama, que disse que a mudança permite que legislaturas estaduais diluam o poder de voto de minorias.
O Supreme Court dos EUA decidiu por 6 a 3 que o estado da Louisiana terá de redesenhar seu mapa distrital, atingindo um trecho importante da Voting Rights Act, lei de direitos civis de 1965. A decisão impacta a forma como distritos são desenhados para minimizar a influência de eleitores pretos e de outras minorias.
O veredito é visto como uma revolta na jurisprudência de direitos civis e pode acelerar mudanças em outros estados antes das eleições de meio de mandato. O impacto direto ocorre no mapa de distritos da Câmara dos EUA da Louisiana.
A Casa Branca classificou a decisão como vitória completa. A porta-voz Abigail Jackson afirmou que a cor da pele não determina o distrito a que alguém pertence. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump disse que, se couber, redesenharia os mapas.
Líderes republicanos e grupos de direitos civis reagiram de forma opositora, com a NAACP chamando a decisão de retrocesso para o país. Barack Obama alertou que a medida pode facilitar o gerrymandering para diluir o poder de votos de minorias, sob o rótulo de partidarismo.
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