- O chefe de gabinete da Argentina, Manuel Adorni, compareceu ao Congresso no dia 29, negou ter cometido crime e afirmou que provará na Justiça, acompanhado pelo presidente Javier Milei, que elogiou o ministro.
- As investigações sobre Adorni envolvem enriquecimento ilícito, operações imobiliárias suspeitas, omissões patrimoniais e gastos incompatíveis com a renda declarada, além de críticas a viagens familiares de luxo.
- Milei rebateu as perguntas dos jornalistas, dizendo “Os corruptos são vocês” ao ser questionado sobre o caso.
- Adorni destacou a política de austeridade fiscal do governo, afirmando que ministérios e órgãos públicos foram eliminados, com redução de 65 mil funcionários e economia anual superior a 2,5 bilhões de dólares.
- Do lado de fora, aposentados e manifestantes protestaram contra corrupção e cortes sociais, em meio ao desgaste da gestão diante de vários casos envolvendo a equipe econômica e outros desdobramentos.
Manuel Adorni, chefe de gabinete do governo da Argentina, negou nesta quarta-feira, 29, ter cometido crimes ao depor no Congresso. A presença ocorreu em meio a suspeitas sobre enriquecimento ilícito, imóveis de luxo e gastos incompatíveis com o patrimônio declarado.
Adorni foi questionado sobre operações imobiliárias, omissões patrimoniais e viagens familiares de alto custo. O ministro afirmou que não cometeu crimes e que apresentará provas à Justiça.
Ao lado dele, o presidente Javier Milei acompanhou a sessão em tom de apoio, afirmando que “os corruptos são vocês” ao responder a perguntas da imprensa sobre o caso.
Defesa e austeridade
Adorni destacou a política de equilíbrio fiscal do governo, dizendo que ministérios e órgãos foram reduzidos e que 65 mil servidores foram cortados, gerando economia de mais de US$ 2,5 bilhões.
O chefe de gabinete também ressaltou que o governo mantém foco na austeridade, sem detalhar impactos para serviços públicos, mas reiterou o compromisso com metas fiscais.
Protestos e contexto
Fora do Congresso, aposentados e manifestantes criticaram corrupção e cortes sociais, em meio a dificuldades econômicas crescentes no país.
O episódio se insere em uma série de ataques e investigações envolvendo integrantes da gestão, incluindo casos de ocultação patrimonial e denúncias de bens não declarados no Ministério da Economia.
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