- No Senado, a indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada em votação secreta: 42 senadores contra e 34 a favor, a primeira reprovação desse tipo em 132 anos.
- Messias era indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva; na CCJ, a sabatina terminou com 16 votos a favor e 11 contrários, a mais apertada desde a redemocratização.
- Aliados da esquerda reagiram nas redes sociais, chamando a derrota de crise institucional e defendendo mobilização do povo.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apoiava a alternativa de Rodrigo Pacheco para o STF e foi apontado como mentor de tentativas de impedir Messias, embora ele negue pedidos de votos contra o nome.
- A oposição e apoiadores divergiram: some dizem que a votação reflete acordos entre oposição e interesses; outros afirmam que não houve relação direta com as eleições e reiteram defesa da democracia e dos poderes.
Em votação secreta, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. Foram 42 votos contrários e 34 a favor, configurando a derrota histórica para o governo, que não via esse desfecho há 132 anos.
Messias era indicado pelo presidente Lula para ocupar vaga deixada por Luís Roberto Barroso. O placar ocorreu após sabatina na CCJ, em que o indicado teve apoio de parlamentares de direita, mas não conseguiu angariar maioria no plenário.
Na imprensa e em redes sociais, aliados do governo reagiram com críticas à forma como o processo foi conduzido e culparam a oposição pela derrota. A situação ampliou o embate entre Congresso e Executivo e é entendida como um sinal de tensão institucional.
Reação no Senado e nas redes
Diputados e senadores de partidos de oposição cobraram maior celeridade para definição de nomes alternativos e reforçaram a ideia de que o Senado mantém controle sobre a aprovação de indicações ao STF. A maioria governista avaliou que o episódio evidencia divergências entre poderes.
No entorno do Palácio do Planalto, analistas destacaram que o governo continuará buscando um nome de confiança para o STF, com apoio possível de parlamentares que defendem equilíbrio entre Judiciário e Legislativo. A partir de agora, a pauta volta a ficar em curso.
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