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Justiça condena presidente do PSTU a 2 anos por fala contra judeus

Justiça condena o presidente do PSTU a dois anos de prisão em regime aberto por discurso considerado racista contra judeus em ato na Avenida Paulista

O PSTU afirmou que defender o fim do Estado de Israel não é um ataque ao povo judeu, mas uma crítica política, comparando essa posição à defesa do fim do regime de apartheid na África do Sul; na imagem, José Maria de Almeida
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  • O juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou José Maria de Almeida a 2 anos de prisão em regime aberto por discurso considerado racista.
  • A condenação está relacionada a fala feita pelo presidente do PSTU durante ato em defesa do povo palestino na Avenida Paulista, em 22 de outubro de 2023.
  • A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) acionaram o Ministério Público Federal para processar o dirigente por crime de ódio.
  • O Ministério Público Federal acusou José Maria de promover discurso de ódio e racismo ao Estado de Israel, sugerindo expulsão de judeus.
  • O PSTU afirmou que vai recorrer da condenação, reiterando que defender o fim do Estado de Israel é crítica política e não ataque ao povo judeu.

O juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal em São Paulo, condenou José Maria de Almeida, presidente do PSTU, a 2 anos de prisão em regime aberto. A decisão foi publicada nesta terça (28/abr/2026) e se refere a um discurso feito pelo dirigente durante ato na Avenida Paulista, em outubro de 2023.

A ação foi movida pela Conib e pela Fisesp, que acionaram o Ministério Público Federal por crime de ódio. Segundo o MPF, Almeida promoveu discurso de ódio ao Estado de Israel, sugerindo a expulsão de judeus de sua terra ancestral.

O juiz afirmou que as críticas ao ato em defesa do povo palestino trouxeram conteúdo degradante e preconceituoso contra a comunidade judaica. Ele citou a Lei dos crimes raciais e manteve que a crítica ao Estado de Israel, isoladamente, não configura antisemitismo.

O PSTU informou que vai recorrer da condenação, defendendo que a defesa do fim do Estado de Israel é uma crítica política, não um ataque ao povo judeu. A legenda ainda ressaltou que o processo foi movido por entidades sionistas e que continuará defendendo o povo palestino.

Reação do PSTU e próximos passos

O partido afirma continuar lutando pela causa palestina e contra o que descreve como genocide em Gaza. A defesa do PSTU sustenta que não houve ilegalidade e que a jurisprudência não sustenta a condenação.

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