Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Messias defende ética, fake news e aborto em sabatina no STF

Sabatina de Messias sinaliza defesa de ética no STF, fim de inquéritos com prazo e oposição ao aborto, sugerindo possível mudança de rumo no tribunal

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Messias defende que inquéritos penais, como o das fake news, precisam ter fim e que o STF não deve temer mudanças de rota para evitar narrativas autoritárias.
  • Sobre o código de ética, ele não se compromete com a proposta de Fachin e afirma que o primeiro código é a Constituição, defendendo aperfeiçoamento da ética e da transparência do Judiciário.
  • Em relação à desinformação, disse que o Estado não pode ser patrulhador do comportamento, mas há limites, como incitação à violência e discriminação.
  • Sobre o 8 de janeiro, reconheceu que foi um episódio triste, adotou tom menos duro sobre as prisões e destacu que a justiça envolve processo penal, pena e misericórdia.
  • Quanto à Justiça do Trabalho, afirmou que é preciso prestigiar a Justiça especializada e não antecipar votos sobre competências que estão em julgamento.

O ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, participa desde esta quarta-feira da sabatina no Senado para a indicação ao STF, respondendo a perguntas sobre temas sensíveis em pauta no tribunal. O foco envolve inquéritos de desinformação, ética no STF, aborto e outros assuntos relevantes para a composição da Corte.

Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, Messias apresentou posições que indicam um perfil diferente do antecessor Luís Roberto Barroso. Caso seja confirmado, ele pode alterar a dinâmica de forças no STF.

O ministro defendeu que inquéritos penais, como o das fake news, devem ter fim definido e afirmou que o STF não deve temer mudanças de rumo para evitar narrativas autoritárias. Reforçou a necessidade de equilíbrio entre liberdade de expressão e combate à desinformação.

Código de Ética

Messias sinalizou cautela em relação à proposta de criação de um código de ética para ministros, defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin. Disse que o aperfeiçoamento do tribunal passa por regras claras, mas ressaltou que seu primeiro código é a Constituição.

Em entrevista à sabatina, enfatizou a importância da transparência, prestação de contas e escrutínio público sem constrangimentos a instituições republicanas. Afirmou que o STF deve mostrar mecanismos de controle à sociedade.

Apesar da defesa da transparência, Messias não garantiu apoio imediato ao código de ética proposto por Fachin, destacando que o texto está inserido em um contexto de institucionalidade e que a própria Constituição orienta a atuação.

Desinformação e inquérito das fake news

O tema da desinformação foi tratado com cautela: Messias afirmou que há limites entre liberdade de expressão e combate à desinformação, e que o Estado não deve ser o patrulheiro da conduta alheia. A crítica deve ser respeitada, ressalvou ele, dentro de parâmetros legais.

Questionado sobre a duração do inquérito das fake news, que completou sete anos, o ministro ressaltou que todo inquérito penal precisa de começo, meio e fim, com prazo razoável, para evitar investigações indefinidas.

8 de janeiro

Sobre os ataques às sedes dos Poderes, Messias reconheceu que foi um episódio trágico na história do Brasil, mas adotou uma posição menos rígida ao comentar a tentativa de golpe. Observou que muitos envolvidos passaram pelo devido processo penal ou acordos de não persecução.

Ao comentar presídios, afirmou ter acompanhado a realidade do sistema prisional em visitas institucionais, destacando a importância de compreender a dor de detentos e familiares, sem embasar punições fora do devido processo.

Justiça do Trabalho e aborto

Em relação à competência da Justiça do Trabalho, Messias defendeu o incremento da atuação da Justiça especializada, sem antecipar votos, destacando a necessidade de preservar esse rito no Judiciário.

Sobre o aborto, Messias se declarou totalmente contrário à prática e defendeu que a decisão sobre descriminalização deve ficar com o Congresso. Afirmou que a Constituição atribui ao Legislativo a definição de crimes, e ao Judiciário, a aplicação da lei.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais