- Messias afirmou não ter relação pessoal direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse ter sido indicado para chefiar a Advocacia-Geral da União por motivos de carreira e experiência.
- A indicação contou com recomendações de pessoas próximas a Lula, como o senador Jaques Wagner e o ex-ministro Aloizio Mercadante.
- O senador negou ter filiação ao Partido dos Trabalhadores e afirmou nunca ter recebido procuração pessoal do presidente ou do PT.
- Em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, Messias ressaltou que é servidor do Estado e que leva esse espírito para o Supremo Tribunal Federal, caso seja aprovado.
- Messias foi escolhido para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso; atua na carreira da AGU desde 2007 e tomou posse como chefe do órgão em 2023.
Durante a sabatina na CCJ para indicar ao Supremo, Jorge Messias afirmou que não tinha relação pessoal direta com Luiz Inácio Lula da Silva e que o presidente o escolheu para chefiar a AGU por várias razões. A fala ocorreu durante a sessão destinada a avaliar sua indicação.
Ele citou como motivadores da indicação a experiência profissional e a trajetória na carreira, além de recomendações feitas por pessoas próximas a Lula, como o senador Jaques Wagner e o ex-ministro Aloizio Mercadante. Messias destacou receber apoio de pares na AGU para liderar a instituição.
Messias negou filiação ao PT e disse não ter mandato ou procuração do presidente ou do partido. Afirmou ser servidor do Estado brasileiro, com uma visão de Estado e democracia que pretende levar ao STF, caso seja aprovado.
Contexto da sabatina
Questionado sobre como se posicionaria em processos com interesse do presidente, ele avaliou que sua atuação no STF seria pautada pela neutralidade institucional e pelo zelo com a Constituição. A declaração foi feita ao senador Izalci Lucas, relator da sabatina.
O indicado para ocupar vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso integra a carreira da AGU desde 2007 e assumiu a chefia do órgão em 2023. A ida ao STF depende da aprovação do Senado, após a sabatina.
Dados adicionais
A sabatina é ação preparatória para a eventual nomeação ao STF. Messias reforçou o compromisso com a imparcialidade e a proteção do estado democrático de direito, segundo o relato dos interlocutores da comissão.
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