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Messias sofre rejeição inédita que devolve vaga a Lula e abre disputa no STF

Rejeição de Messias pelo Senado devolve a Lula a escolha da vaga no STF e abre novo processo de indicação

Lula terá de reiniciar processo de escolha de novo indicado para a vaga no STF
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  • Com trinta e quatro votos favoráveis e quarenta e dois contrários, Messias não atingiu os quarenta e um apoios necessários para a aprovação no plenário do Senado.
  • A rejeição tornou Messias o primeiro indicado barrado pelo Senado para o STF desde 1894.
  • Lula precisa reiniciar o processo de escolha, podendo apresentar um novo nome ou manter a vaga em aberto.
  • Messias aguardou cento e cinquenta dias entre a indicação e a sabatina, o maior intervalo entre indicação e sabatina entre os ministros atuais.
  • A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o nome por dezesseis votos a onze; com o veto, o Palácio do Planalto volta a formalizar uma nova indicação que deverá passar pela CCJ e pelo plenário.

A rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF ocorreu nesta quarta-feira (29) no Senado. O plenário votou contra a nomeação, abrindo espaço para uma nova escolha de Lula. A decisão pode reabrir a vaga na Corte.

Messias recebeu 34 votos a favor e 42 contra, abaixo dos 41 necessários para aprovação. Foi o primeiro caso de veto a um indicado para o STF desde 1894, marcando uma mudança histórica na tradição de indicações presidenciais.

Antes da votação em plenário, a indicação já tinha passado pela CCJ com 16 votos a 11, sem consolidar o apoio necessário para a confirmação. O Senado mantém registro de barrar apenas cinco nomes desde a República, todos em 1894.

A derrota obrigará o presidente a reiniciar o processo de escolha para a vaga aberta no STF. Lula pode apresentar um novo nome ou manter a cadeira vaga até nova indicação.

Desdobramentos e próximos passos

Com o veto, o processo volta ao Palácio do Planalto para formalizar uma nova indicação. A próxima etapa prevê sabatina na CCJ e votação no plenário. A demora pode impactar o funcionamento de determinados casos no STF.

A Presidência ainda não informou quando divulgará um novo nome nem qual perfil será priorizado. Analistas apontam que o cenário abre espaço para negociações entre poderes e partidos.

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