- O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), da bancada evangélica, criticou defensores da “defesa da família” que são contrários ao fim da escala 6×1.
- Ele afirma que defender a família envolve também defender condições do trabalhador e o fim da escala 6×1, não apenas pautas morais.
- Otoni citou mães solo e disse que a criação dos filhos e o ambiente familiar são prejudicados pelo modelo atual de jornada.
- A Câmara instalou a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição sobre o fim da jornada 6×1; presidente é Alencar Santana (PT-SP) e relator é Leo Prates (Republicanos-BA).
- A comissão tem quarenta financiadores (38 titulares e 38 suplentes) e a maior parte das cadeiras fica com PT, PC do B e PV; Hugo Motta (Republicanos-PB) informou que o texto é um dos mais importantes para 2026.
O deputado federal Otoni de Paula, do PSD do Rio de Janeiro, crítico da comissao sobre a PEC da 6×1. Ele afirma que parte da direita que defende a família é contrária ao fim da jornada de 6×1. A fala ocorreu na instalação da comissao especial.
Segundo Otoni, a defesa da família não pode se limitar a pautas morais ou genitais; é preciso reconhecer impactos da jornada de trabalho na realidade das famílias e, para ele, o fim da 6×1 é parte dessa defesa. Ele apontou a necessidade de autocrítica entre setores da direita.
Em sua leitura, quem anuncia defender a família deve defender também as condições do trabalhador e o bem estar das mães que sustentam o núcleo familiar. Otoni citou desafios de mães solo e dificuldades de conciliar emprego com criação dos filhos, segundo sua avaliação.
Comissão especial da 6×1
A Câmara instalou a comissao especial para debater a PEC que propõe reduzir a jornada de trabalho. O grupo terá 38 titulares e 38 suplentes, com a distribuição de cadeiras entre o governo e a oposição. O presidente da casa indicou o líder de um grupo de oposição como presidente e um deputado de maior adesão ao governo como relator.
A configuração inicial da comissao aponta para maior representação de partidos da base governista e de oposição, com presença de cadeiras de PT, PCdoB e PV em maior número. A discussão sobre a proposta deve seguir para apreciação no plenário da Câmara, com impacto concreto na legislação trabalhista.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou a importância do tema e ressaltou que o texto é considerado entre as pautas relevantes para 2026. A tramitação envolve fases na comissao, seguida de votação no plenário para avançar.
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