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PF investiga menção a Hugo e Ciro Nogueira em caso de malas no raio-X

PF envia ao STF inquérito que cita Hugo Motta e Ciro Nogueira por malas que entraram sem raio‑X em voo vindo do Caribe

Investigação mostra que itens entraram no país sem a devida fiscalização
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  • A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal a investigação com nomes do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do senador Ciro Nogueira, para evitar nulidades pelo foro privilegiado.
  • O inquérito apura descaminho ou contrabando em voo de um empresário paulista, Fernando Oliveira de Lima, que trouxe uma aeronave de São Martinho, no Caribe; sete bagagens entraram no Brasil sem fiscalização.
  • Imagens das câmeras mostram que, por volta das 21h35, todas as bagagens de cerca de vinte passageiros passaram pelo raio‑x, mas, nove minutos depois, o piloto retornou com volumes adicionais que não foram verificados pelo raio‑x.
  • Além de Motta e Nogueira, outros parlamentares viajaram no mesmo avião: Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões; a PF indica que um tripulante teve passagem autorizada com cinco volumes fora do equipamento de raio‑x.
  • O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República, solicitando manifestação em até cinco dias; a CNN está tentando contato com os citados.

A Polícia Federal encaminhou ao STF a investigação que envolve o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, ambos citados em um inquérito sobre descaminho ou contrabando. O caso envolve uma aeronave particular do empresário Fernando Oliveira de Lima, que de São Martinho, Caribe, chegou ao Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). Ao menos sete bagagens passaram sem o devido controle no raio-X.

Imagens de câmeras de segurança, conforme o inquérito, mostram que, até as 21h35, o procedimento no terminal ocorreu dentro do padrão para cerca de 20 passageiros — todos passaram pelo raio-X. Aos nove minutos, o piloto retornou com mais volumes, usando um carrinho e contornando o detector de metais por fora. Esses itens adicionais não foram submetidos ao raio-X, segundo a PF.

Além de Motta e Nogueira, outros parlamentares viajaram no mesmo avião: Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A PF aponta que, em 20 de abril de 2024, por volta das 21h, no Catarina, o Auditor Fiscal Marco Antônio Canella permitiu que José Jorge de Oliveira Júnior, tripulante da aeronave, passasse com cinco volumes por fora do raio-X. Houve cruzamento entre datas de desembarque e atuação do auditor, resultando na identificação de deputados e de um senador na lista de passageiros.

O caso foi encaminhado ao Procurador-Geral da República para manifestação, com prazo de até cinco dias, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes. A reportagem da CNN Brasil ressalta que a imprensa tentou contato com os citados, sem retorno até o momento.

Colaboraram: Gabriela Boechat e Gustavo Uribe.

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