- Durante a sabatina do advogado-geral da União, Marcio Bittar afirmou que Caetano Veloso pegou em armas na ditadura.
- Otto Alencar corrigiu: Caetano nunca pegou em armas; “só pegou a vida inteira no violão”.
- Caetano Veloso agradeceu a correção em rede social, ressaltando que sempre se dedicou ao violão, à palavra e à canção.
- Veloso foi preso em 1968 durante a ditadura por subversão e incitamento à desordem, sem referência a uso de armas.
- Ao fim da sabatina, a CCJ aprovou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, por 16 votos a favor e 11 contrários; plenário ainda precisa votar, com 41 votos necessários.
Durante a sabatina de Jorge Messias, advogado-geral da União, na CCJ do Senado, nesta quarta-feira 29, o senador Marcio Bittar afirmou que Caetano Veloso teria pego em armas durante a ditadura. A declaração foi corrigida por Otto Alencar, que disse que o artista nunca pegou em armas e que sua atuação se deu pelo violão.
Caetano Veloso agradeceu publicamente a Otto Alencar pela correção, publicando nas redes sociais que a verdade foi restabelecida e reforçando que não apoia armas. O artista foi preso em 1968 por subversão e incitamento à desordem, em razão de sua atividade artística, sem qualquer menção a uso de armas.
Após a correção, Bittar afirmou ter a gravação da fala e negou ter divulgado informações falsas, assegurando que não cometeu fake news. A controvérsia ocorreu no contexto da sabatina de Messias, cuja indicação ao STF foi pauta da sessão.
Desacordo e correção
Ao longo da sabatina, o Senado avaliou a função de Messias para a vaga no Supremo, com perguntas sobre atuação e independência. Ao final de oito horas, a CCJ aprovou a indicação por 16 votos a 11, e a análise segue para o plenário.
Aprovação da indicação
A próxima etapa envolve a votação no plenário do Senado, onde são necessários 41 votos favoráveis. A decisão final sobre Messias, indicado por Lula para o STF, depende da maioria dos 81 senadores. Até lá, a pauta segue no ritmo regimental.
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