- STF informa que 1.878 denúncias foram recebidas sobre os atos de 8 de janeiro, com 177 investigações em andamento.
- Ao todo, 1.402 réus foram responsabilizados, equivalente a 75% dos denunciados; houve 552 acordos de não persecução penal.
- Foram registradas 169 prisões com condenação definitiva, sendo 55 domiciliares, 111 em regime fechado e prisões em semi aberto.
- Moraes afirma que a democracia tem sido alvo de grupos autocratas e extremistas que atuam digitalmente, com milícias virtuais.
- O relatório destaca a desinformação como instrumento de ataque ao Judiciário, incluindo ameaças físicas e psicológicas, e à sede do STF.
O STF informou que 3 em cada 4 denunciados por acoes ligadas aos atos de 8 de janeiro foram responsabilizados, conforme relatório divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes. O documento detalha investigações, ações penais e execuções penais. O objetivo é esclarecer o enfrentamento aos acontecimentos.
Conforme o relatório, foram recebidas 1.878 denúncias e 177 investigações seguem em curso. Além disso, 1.402 réus foram responsabilizados, equivalentes a 75% dos denunciados. Também foram registrados 552 acordos de não persecução penal.
Segundo o material, foram fixadas 169 prisões com condenação definitiva. Desse total, 55 são prisões em regime domiciliar, 111 em regime fechado e outras em regime semiaberto.
Ameaça
No documento, Moraes afirma que a democracia tem enfrentado ataques de novos grupos políticos autocratas e extremistas, com uso intenso de redes sociais. O relatório aponta atuação de milícias digitais que se organizam como estruturas criminosas.
A desinformação massiva, com a disseminação de notícias falsas contra o Judiciário, é descrita como o principal instrumento de ataque à independência dos juízes. O movimento é associado a ameaças, coações e crimes contra a honra de dirigentes e opositores.
O ministro também mencionou riscos reais no Brasil, incluindo ataques físicos e psicológicos contra ministros do STF, e citou a tentativa de explosão da sede da corte.
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