- Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou vídeo criticando a indicação de Jorge Messias ao STF, feita por Lula, e apresentou trechos de debates e entrevistas sobre o assunto.
- Ferreira relembra que Messias ficou conhecido como “Bessias” após áudio divulgado na Operação Lava Jato, em 2016, envolvendo Dilma Rousseff.
- O vídeo aponta proximidade entre Lula e Messias, citando a frase do presidente de que não é prudente um presidente indicar amigos para o STF; o deputado afirma que hoje há dois amigos de Lula na Corte.
- Sobre o histórico de Messias, o deputado afirma que ele assinou parecer considerado inconstitucional a proibição da assistolia fetal em gestações acima de 22 semanas, apesar de se declarar evangélico.
- Ferreira também questiona a atuação da Advocacia-Geral da União sob Messias, citando a ausência de divulgação de dados de honorários entre novembro de 2024 e maio de 2025, estimando que os pagamentos somaram 2,5 bilhões de reais.
Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL de Minas Gerais, divulgou um vídeo comentando a indicação de Jorge Messias ao STF. Messias, atual advogado-geral da União, participou de sabatina na CCJ do Senado nesta quarta-feira, 28 de abril.
No material, o parlamentar reconstituiu o episódio envolvendo a Lava Jato de 2016, em que um áudio vinculado à então presidente Dilma Rousseff mostrou suposta tentativa de nomeação para o STF por meio de Messias. A gravação é apontada como indicativo de manobra política.
Ferreira também citou um debate de 2022 entre Lula e Bolsonaro. O deputado afirmou que o presidente Lula já indicou amigos ao tribunal e mencionou que Messias seria mais um aliado do ex-presidente na corte, criticando a ideia de ministros próximos ao chefe do Executivo.
Controvérsias sobre Messias
O vídeo ainda aponta decisões atribuídas a Messias, com foco em posicionamento contrário à proibição da assistolia fetal em gestações de mais de 22 semanas, conforme norma do Conselho Federal de Medicina. O deputado afirmou que Messias se declarou evangélico e, ao ser questionado pelo STF, assinou parecer opinando pela inconstitucionalidade da norma.
Ferreira questionou a atuação da Advocacia-Geral da União na gestão de Messias, ao citar a suposta ausência de dados sobre honorários entre novembro de 2024 e maio de 2025. Segundo ele, informações voltaram a aparecer após cobrança da imprensa, apontando R$ 2,5 bilhões em pagamentos no período.
Pontos adicionais e contexto
O parlamentar mencionou ações envolvendo fraudes no INSS, propostas de criação do chamado ministério da verdade e decisões judiciais ligadas aos atos de 8 de janeiro. Também reagiu a declarações de Messias sobre propostas de anistia, afirmando que a indignação está na necessidade de melhorias para a população.
Ferreira concluiu que Messias não é adequado para o STF com base nos temas levantados. A votação no Senado ocorrerá em sessão secreta, e o deputado sugeriu que senadores contrários tornem público o voto para ampliar a transparência.
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