- O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “acertou em cheio” o placar da rejeição ao Advogado-Geral da União, Jorge Messias, indicado ao STF.
- Messias foi derrotado por 42 votos a 34, numa votação que ocorreu em sessão conjunta para analisar o veto ao PL da Dosimetria.
- Correia sugeriu que houve um acordo entre Alcolumbre, a oposição e o Centrão para derrubar Messias, sem abrir uma CPI, em troca da derrubada da indicação.
- Em áudio vazado, Alcolumbre comentou que Messias poderia perder por oito votos, o que coincidiu com o placar da derrota.
- A oposição celebrou o resultado, com membros da direita destacando a participação de Alcolumbre na votação.
Rogério Correia (PT-MG) afirmou que a derrota de Jorge Messias, indicado ao STF, decorreu de um acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e setores da oposição. A fala ocorreu durante sessão de votação sobre veto ao PL da Dosimetria.
Correia afirmou ainda que o placar foi de oito votos de diferença, insinuando que houve mobilização de apoio entre direita e Centrão para derrubar Messias. A acusação foi feita na tribuna após Alcolumbre ter sido ovacionado pela bancada de direita.
A derrota de Messias ocorreu na noite de 29 de abril, sob o voto de 42 a 34, em meio a críticas ao uso de acordos entre pares para influenciar indicações ao STF. O governo atribuiu a derrota à articulação de Alcolumbre, o que o senador nega.
Reação e desdobramentos
Com adesão de parlamentares de oposição, o PL da Dosimetria foi alvo de votos críticos que aumentaram a pressão sobre o Senado. A oposição assegura que houve negociação para facilitar a derrubada do veto, em troca de apoio a demais pautas. A conversa vazada de Alcolumbre, divulgada na época, alimentou a leitura de acordo entre áreas políticas distintas.
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