- Pesquisas mostraram preocupação com IA antes das eleições: 57% acreditam que os riscos superam os benefícios; 61% dos adultos com menos de 30 anos dizem que mais IA prejudicará a criatividade; 74% acham que o governo não regula o suficiente.
- Proposta central: cobrar imposto de cerca de 1% sobre conteúdo gerado por IA das maiores empresas do setor, para financiar um fundo público.
- As cinco maiores companhias de IA citadas — Nvidia, Google, Apple, Microsoft e Meta — somam cerca de 18 trilhões de dólares em valor; a taxação de ~1% seria destinada a apoiar instituições culturais, artistas e pesquisadores.
- O objetivo é combater o “slop” — conteúdo de baixa qualidade criado por IA — e fortalecer estruturas que apoiam a criatividade humana.
- No cenário político, a esquerda poderia avançar propostas de regulação centradas no slop; críticas a iniciativas como pausa na IA e a ideia de renda básica universal são mencionadas, defendendo um caminho mais específico.
O debate sobre IA ganha fôlego às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, com pesquisas mostrando preocupações sobre riscos e impactos criativos. Votantes veem limites à capacidade regulatória e ao uso de IA na sociedade.
Pesquisas indicam que 57% dos eleitores registrados veem riscos da IA superaando benefícios, conforme levantamento da NBC News. Jovens abaixo de 30 são maioria entre quem teme queda na criatividade.
Ainda segundo o tema, 74% dos americanos acreditam que o governo não regula IA o suficiente, aponta levantamento de Quinnipiac. Analistas destacam que mensagens das big techs têm efeito sobre a percepção pública.
Proposta de tributação sobre IA
Defensores defendem cobrar uma taxa de 1% anual sobre empresas que geram ou hospedam conteúdo com IA. A ideia é criar um fundo público que subsidie instituições culturais, artistas e pesquisadores.
A proposta cita as cinco maiores companhias de IA como potências: Nvidia, Google, Apple, Microsoft e Meta. O dinheiro arrecadado seria redistribuído para apoiar jornais, rádios locais, editoras e programas educativos.
A motivação é reduzir o que chamam de “slop” — conteúdo de baixa qualidade produzido pela IA que desloca trabalho humano criativo, segundo defensores da medida.
Contexto e opções
Autoria da ideia envolve figuras ligadas ao setor de IA e a discussões sobre o contrato social na era tecnológica. Memória recente de políticas públicas é citada para justificar um retorno de recursos a sistemas culturais e criativos.
Críticos avaliam que a taxação precisa ser calibrada para não desincentivar inovação, além de conhecer impactos sobre empregos e modelos de negócio. O debate inclui propostas adicionais sobre regulação e responsabilidade.
A discussão também aponta para a necessidade de manter instituições que promovem o desenvolvimento cognitivo humano, como escolas e museus, diante de um ecossistema de IA cada vez mais presente.
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