- Ministros do governo Lula identificaram, 48 horas antes, o cenário de rejeição de Jorge Messias na sabatina para o Supremo Tribunal Federal.
- A leitura foi feita após conversas com senadores na última terça-feira.
- Um ministro informou ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e ao chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, que o governo não teria votos suficientes.
- Na oposição, a avaliação era de que a derrota já estava precificada há pelo menos 15 dias.
- O motivo apontado era que André Mendonça sinalizou apoio a Messias, enquanto Davi Alcolumbre teria ajudado a construir a rejeição para não fortalecer Mendonça.
Ministros do governo Lula identificaram a derrota de Messias na sabatina para o STF 48 horas antes do placar se confirmar. A conclusão veio após conversas com senadores na última terça-feira, em Brasília.
Segundo apuração, o governo foi informado por Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e por José Guimarães, chefe da SRI. Ambos teriam garantido apoio suficiente para a aprovação de Messias.
A avaliação da oposição aponta que o cenário já era precificado há pelo menos 15 dias. A leitura é de que André Mendonça era objetivo de adversários, e que DAvi Alcolumbre atuou para frear o fortalecimento de Mendonça no tribunal.
A oposição sustenta que Alcolumbre iniciou movimentos para criar rejeição a Messias, buscando evitar que Mendonça ganhasse influência no STF. O acompanhamento ocorreu antes do resultado da sabatina.
Entre governistas, a leitura é de que havia votos assegurados para Messias, independentemente de gestos oposicionistas. O desfecho ocorreu dias após negociações entre blocos no Senado.
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