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PF ouve Léo Dias sobre cachê de R$ 10 milhões

PF ouve Léo Dias sobre cachê de R$ 9,9 milhões em contratos de publicidade usados para pressionar o Banco Central

O comunicador teria recebido pelo menos R$ 9,9 milhões do Master - (crédito: Foto reprodução internet)
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  • A Polícia Federal vai ouvir o influenciador e jornalista Léo Dias no inquérito sobre fraudes envolvendo o Banco Master; a oitiva, marcada para quinta-feira, 30, foi adiada por falta de acesso aos autos.
  • Segundo a investigação, Léo Dias teria recebido pelo menos R$ 9,9 milhões do banco de Daniel Vorcaro via Léo Dias Comunicações; a PF quer saber quais contratos serviram apenas para publicidade e quais foram usados para pressionar decisões monetárias, como a compra do Master pelo Banco de Brasília.
  • Outros veículos também são alvo: o Portal Metrópoles teria recebido pelo menos R$ 27 milhões em supostas cotas de patrocínio; a operação Compliance Zero deve seguir para entender o funcionamento do esquema.
  • Há suspeitas de que parte do dinheiro tenha sido para financiar ataques ao Banco Central e favorecer a liquidação do banco; a Receita Federal aponta ligações de Léo Dias com Thiago Miranda (Miranda Comunicação) e com a Léo Dias Comunicação e Jornalismo S.A.
  • Além das oitivas, há tratativas de delação de Daniel Vorcaro, com possibilidade de acordo até o fim da semana; o material pode ir ao STF para avaliação inicial pela PGR.

A Polícia Federal vai ouvir o influenciador e jornalista Léo Dias no âmbito do inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master. A oitiva, marcada para esta quinta-feira (30), foi adiada após advogados terem alegado não ter acesso aos autos. Segundo apuração da imprensa, o banco pagou cerca de R$ 9,9 milhões à Léo Dias Comunicações.

A investigação busca esclarecer quais contratos de comunicação representaram de fato publicidade legítima e quais teriam servido para pressionar decisões monetárias, como a possível aquisição do Master pelo Banco de Brasília. Além de Léo Dias, outros grupos de mídia aparecem como alvos de diligências.

Ao todo, o Portal Metrópoles é apontado como tendo recebido pelo menos R$ 27 milhões em supostas cotas de patrocínio. Investigações apontam a necessidade de novos desdobramentos da Operação Compliance Zero para compreender o funcionamento do esquema e identificar o papel de cada parte envolvida na fraude.

Delações e desdobramentos

Uma das hipóteses em apuração é que parte do dinheiro tenha sido destinada a financiar ataques ao Banco Central e a defesa pública do Master, bem como tentativas de alterar o contexto de informações sobre a liquidação da instituição. A Receita Federal relaciona Léo Dias a Thiago Miranda, sócio da Miranda Comunicação e administrador da Léo Dias Comunicação e Jornalismo S.A.

Léo Dias ainda não se manifestou sobre o caso. Além do Portal Metrópoles, o jornal Estado de S. Paulo é citado como tendo recebido R$ 1,2 milhão, supostamente por contratos de publicidade institucional. Outros veículos, como O Bastidor e Vero Notícias, aparecem com pagamentos que variam de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, conforme notas fiscais.

Avanços na investigação

Os investigadores também analisam contratos de serviços de advocacia, como R$ 129 milhões pagos a Viviane Bacci de Moraes e R$ 6,1 milhões à Lewandowski Advocacia, para verificar vínculos com atividades criminosas. A apuração envolve checagem de volumes de recursos usados para patrocínio e divulgação.

Paralelamente, houve avanço em tratativas de delação com Daniel Vorcaro. Em conversas preliminares, ele informou autoridades sobre possíveis participação de integrantes de alto escalão dos Três Poderes no esquema. O depoimento pode trazer informações sobre uso de verbas para contratação de veículos de comunicação.

Próximos passos

A PF pretende incluir Vorcaro em acordo de delação até o fim desta semana, o que pode levar o caso ao STF com provas documentais. O ministro André Mendonça, relator, deverá avaliar o conteúdo e consultar a PGR antes de prosseguir. Vorcaro busca evitar a perda de patrimônio por meio da colaboração.

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