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PT avalia acionar Justiça após derrubada de vetos ao PL da dosimetria, diz líder

PT avalia ação na Justiça contra derrubada de vetos ao PL da dosimetria; medida pode beneficiar Jair Bolsonaro e segue para promulgação

Deputado Pedro Uczai (PT-SC) em pronunciamento no plenário da Câmara — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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  • PT deve questionar na Justiça a derrubada pelo Congresso do veto presidencial ao PL da dosimetria; advogados do partido já avaliam medidas.
  • A votação abriu possibilidade de reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, o que pode beneficiar Bolsonaro; o texto segue para promulgação.
  • Lula vetou integralmente o PL da dosimetria em 8 de janeiro; no Congresso, parte dos vetos foi derrubada.
  • Na Câmara, os esforços obtiveram 318 votos contra 144 pela manutenção; no Senado, foram 49 a 24, acima do mínimo necessário.
  • Líderes da oposição criticaram a manobra, afirmando que a dosimetria pode beneficiar pessoas condenadas e citaram risco de desvio de finalidade.

O PT avalia acionar a Justiça para contestar a derrubada de vetos ao projeto de lei da dosimetria, segundo o líder da bancada na Câmara, Pedro Uczai. Advogados do partido já estudam medidas cabíveis.

Deputados e senadores derrubaram parte dos vetos do presidente Lula ao PL da dosimetria nesta quinta-feira. A proposta reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e pode beneficiar Bolsonaro, entre outros.

O texto, que segue para promulgação, tinha sido vetado integralmente por Lula em 8 de janeiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu excluir trechos da votação para analisar apenas pontos que não contrariem a Lei Antifacção.

Para Uczai, a decisão facilita novas tentativas de golpe e de ruptura democrática. Lindbergh Farias — que integra o PT — destacou que a lei da dosimetria não pode ser usada para favorecer quem atacou a democracia e o STF.

A votação no Congresso representou uma derrota ao governo Lula. No plenário da Câmara, houve 318 votos pela derrubada, 144 pela manutenção e cinco abstenções. No Senado, o placar foi 49 a 24 a favor da derrubada.

O desfecho ocorre após o Senado ter rejeitado a indicação de Jorge Messias ao STF, no dia anterior. A Câmara manteve o ritmo de votações com impactos sobre a agenda presidencial.

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