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Associações acionam a Promotoria para barrar polos gastronômicos em parques de SP

Associações acionam a Promotoria para barrar polos gastronômicos em 29 parques da cidade, alegando degradação ambiental e restrição de acesso.

Parque da Aclimação faz parte do projeto de instalação de polos gastronômicos
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  • Associações pediram à Promotoria para barrar a instalação de 40 polos gastronômicos em 29 parques públicos de São Paulo, tema da gestão de Ricardo Nunes.
  • Críticos dizem que a medida pode comprometer áreas verdes e restringir o acesso público; houve protestos no parque da Aclimação.
  • A Secretaria do Verde e Meio Ambiente afirma que a arrecadação será destinada a melhorias dos locais, mantendo apenas venda de bebidas e comidas nos parques.
  • O projeto prevê Termo de Permissão de Uso para restaurantes, quiosques e carrinhos, com arrecadação prevista de até 6 milhões de reais em cinco anos; o dinheiro seria destinado ao Fundo de Meio Ambiente.
  • A Promotoria deu prazo de 45 dias para que a prefeitura apresente estudos preliminares; a secretaria diz que houve permissão do Conpresp para intervenções no parque tombado desde 2015.

Uma associação de moradores e um coletivo ligado à defesa ambiental acionaram a Promotoria para impedir o projeto da gestão de Ricardo Nunes que prevê 40 polos gastronômicos em 29 parques de São Paulo. A medida foi anunciada no início de fevereiro.

As entidades argumentam que a proposta comprometeria áreas verdes e reduziria o acesso público. O tema ganhou atenção após protesto no parque da Aclimação, um dos locais previstos para as intervenções.

A Promotoria recebeu as petições e determinou prazo de 45 dias para que a prefeitura apresente estudos preliminares do projeto e outros documentos para avaliação.

O projeto em elaboração prevê restaurantes, quiosques e carrinhos nos parques; porém, nos espaços municipais, a venda se limita a bebidas e comidas. As áreas previstas são entre 15 e 20 m².

A Secretaria do Verde e Meio Ambiente afirma que os polos serão pequenos, fixos em áreas já edificadas, sem descaracterizar os parques. A fiscalização ficará a cargo da própria pasta.

A chefe de gabinete da secretaria, Tamires Oliveira, reitera que o foco é apoiar micro e pequenas empresas e projetos sem fins lucrativos. Ela também assegura que haverá transparência com a Promotoria.

Segundo a secretaria, as áreas serão concedidas por meio de Termo de Permissão de Uso, com cobrança semestral de tarifas. A receita prevista inicial é de cerca de 2 milhões, podendo chegar a 6 milhões em cinco anos.

O dinheiro arrecadado seria destinado a contas de cada parque no Fundo de Meio Ambiente, com possibilidade de uso para melhorias de infraestrutura, conforme deliberação do conselho gestor de cada parque.

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