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Beira-Mar culpa presídios federais pelo avanço das facções, em documentário

Beira‑Mar atribui aos presídios federais a expansão do Comando Vermelho e do PCC, no documentário da Globoplay sobre o domínio do crime

Fernandinho Beira-Mar - (crédito: Reprodução/TV Record)
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  • Fernandinho Beira-Mar afirma que presídios federais contribuíram para a expansão do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital pelo Brasil, tema da série Territórios – Sob o Domínio do Crime, do Globoplay, disponível a partir de 30 de abril.
  • A série, em seis episódios, usa imagens inéditas, relatos exclusivos e mais de um ano de apuração para discutir a atuação das facções sem simplificações.
  • O primeiro episódio aborda a Operação Contenção, realizada em outubro do ano anterior nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, considerada a ação policial mais letal da história do estado, com 122 mortos.
  • Beira-Mar, hoje em presídio federal transferido para Catanduvas, afirma que o convívio entre lideranças de diferentes estados nas prisões federais ajudou a disseminar as facções.
  • O documentário também analisa o papel do sistema prisional na sustentação do crime organizado, além de abordagens sobre armas, território, milícias e relações com a política.

Fernandinho Beira-Mar, hoje preso no sistema federal, afirma que a expansão das facções criminosas no Brasil se deve aos presídios federais. A declaração está no documentário Territórios – Sob o Domínio do Crime, da Globoplay, que estreou nesta quinta-feira (30/4). A série traz entrevistas, imagens inéditas e análise sobre o tema.

O projeto é uma série documental de seis episódios que investiga como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passaram a influenciar segurança pública, economia e política do país. Os produtores dizem buscar um debate aprofundado, sem simplificações.

O primeiro episódio aborda a Operação Contenção realizada em outubro do ano anterior, nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação resultou em 122 mortos, entre eles cinco policiais, e foi marcada por imagens de alta repercussão internacional.

Acesso a imagens e metodologia

Segundo a produtora executiva Fátima Baptista, a equipe negociou com autoridades a utilização de câmeras corporais, imagens de blindados e material de jornalistas freelancers. A proposta é permitir um retrato mais próximo da realidade enfrentada pelas forças de segurança.

O papel do sistema prisional

O terceiro episódio concentra-se no sistema prisional como berço de organização criminosa, com entrevista inédita de Beira-Mar, gravada no Presídio Federal de Mossoró (RN). Atualmente, ele cumpre pena em Catanduvas, no Paraná. Beira-Mar afirma que presídios federais contribuíram para a disseminação das facções, por meio do convívio entre lideranças de diferentes estados.

A série, conforme as palavras de Marcio Sternick, produtor executivo, aponta que o crime organizado vive um novo momento no Brasil, com o controle de territórios como principal fonte de poder, além do tráfico de drogas. O objetivo é promover um debate amplo e informativo sobre segurança pública no país.

O conjunto de episódios também aborda a corrida armamentista, a infiltração em territórios indígenas, a atuação de milícias, impactos na economia legal e as relações entre crime e política. A Globoplay disponibiliza os seis capítulos para o público.

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