Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Collor, preso há 1 ano, vira trunfo de Bolsonaro, mas fica de lado em Alagoas

Collor completa um ano em prisão domiciliar em Maceió; visto como trunfo para Bolsonaro, ele permanece isolado politicamente em Alagoas

O ex-presidente Fernando Collor, durante evento com o então presidente Jair Bolsonaro, em Piranhas (AL), em 2020
0:00
Carregando...
0:00
  • Ex-presidente Fernando Collor de Mello, 76 anos, completa um ano preso com prisão domiciliar em Maceió, após seis dias de detenção em 2025.
  • Hoje ele vive em um apartamento à beira-mar, com a esposa e as filhas do casal em momentos no Brasil, sob isolamento e visitas autorizadas pelo STF.
  • Ao longo do período, o STF autorizou vinte e quatro visitas, totalizando vinte e três visitantes, além de uma autorização de fisioterapia por seis meses.
  • Collor foi condenado por receber propina ligado a um esquema da BR Distribuidora, derivado da Operação Lava Jato; ele nega as acusações.
  • A defesa de Collor avalia a possibilidade de progressão para o regime semiaberto em cerca de cinco meses, conforme a condenação total de oito anos e dez meses.

Fernando Collor de Mello, ex-presidente, cumpre prisão domiciliar em Maceió desde 1º de maio de 2025. Condenado em processo derivado da Lava Jato, ele passou seis dias no presídio Baldomero Cavalcante e, posteriormente, ganhou o benefício de ficar em casa por motivos de saúde.

O político de 76 anos vive em uma cobertura de 600 m² à beira-mar, no centro de Maceió, com a esposa e as filhas mais novas quando estão no Brasil. Segue sob monitoramento médico, com autorização para deixar o apartamento apenas para consultas de saúde previamente informadas.

Ao longo de um ano de prisão, Collor teve 24 autorizações de visita concedidas pelo STF, de setembro de 2025 a abril de 2026, totalizando 23 visitantes. Entre eles estiveram empresários, advogados e políticos, além de familiares próximos.

A motivação para a prisão decorre de propina de esquema na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, conforme a sentença. A defesa afirma tratar-se de acusações contestadas pelo ex-presidente, que sempre negou as irregularidades.

Ainda segundo a investigação, provas foram reunidas em depoimentos da Operação Lava Jato e documentos encontrados no escritório de douto doleiro. O caso é visto como prelúdio de medidas posteriores envolvendo outros políticos do país.

O STF não impôs restrições de uso de telefone e internet ao beneficiar Collor com a prisão domiciliar. A decisão exige que ele informe qualquer saída de casa por questões de saúde, com prazo de 48 horas para comunicação sobre emergências. O passaporte permanece suspenso.

O ex-presidente permanece no endereço atual com a família e não há registro de mudanças significativas na rotina do edifício, que tem pouca movimentação de funcionários e portaria remota. A decisão envolve controle médico e visitas monitoradas, sem limitações gerais de circulação.

Entre as visitas autorizadas estiveram figuras políticas, autoridades estaduais, advogados e jornalistas. Também passaram pelo processo pessoas ligadas a delatores e a famílias envolvidas em decisões administrativas. A última irmã de Collor faleceu em outubro passado.

Especialistas destacam que Collor vem perdendo relevância política nos últimos anos, com isolamento acentuado desde o fim de seu mandato no Senado. A analista ressalta que, diferentemente de Bolsonaro, Collor não possui base eleitoral ou legado político ativo de igual peso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais