- O grupo Patriotas do QG, que tem 4.021 seguidores no Instagram, reservou a Avenida Paulista para um ato no dia 1º de maio de 2026, apoiando Flávio Bolsonaro e criticando o STF.
- A manifestação ficou de frente com a cobrança de sindicatos que pretendiam usar o principal palco de São Paulo para o Dia do Trabalhador, incluindo os grupos Voz da Nação e Marcha da Liberdade.
- Os organizadores são associados ao Projeto União Brasil, mas o movimento não divulgou a participação de políticos ou lideranças bolsonaristas específicas.
- A Polícia Militar vetou a participação da CSP-Conlutas no local, citando a reserva prévia feita pelo Patriotas do QG; o governo afirmou que o planejamento respeitará critérios técnicos.
- A deputada Erika Hilton criticou a decisão, dizendo que o governo busca impedir trabalhadores e a cobertura jornalística; o Poder360 informou não confirmar a participação de autoridades no ato.
Um grupo que apoia o senador Flávio Bolsonaro reservou a Avenida Paulista para um ato nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, no principal espaço de manifestações da capital paulista. A ideia é mostrar apoio à candidatura de Flávio, pedir a libertação de Jair Bolsonaro e criticar o STF, mantendo foco na agenda de direita.
O conjunto Patriotas do QG, que soma 4.021 seguidores no Instagram, organizou a reserva em 2024. O ato tem como pilares a defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro e críticas ao Judiciário, com menções à liberação de Jair Bolsonaro. O grupo não confirma participação de lideranças bolsonaristas.
Além do Patriotas do QG, participam Voz da Nação e Marcha da Liberdade. Esses dois grupos integram o projeto civil União Brasil, criado em 2019, que já organizou ato na Paulista em 2021. A entidade não mantém relação formal com o partido União Brasil.
A mobilização não contou com divulgação ampla de nomes ligados à direita bolsonarista. Flávio Bolsonaro não comentou o evento em suas redes. O Patriotas do QG compartilhou conteúdos com IA envolvendo figuras do movimento, convocando para o ato.
Sindicatos tinham interesse na Paulista para o Dia do Trabalhador, mas a reserva foi alvo de veto da Polícia Militar. A CSP-Conlutas planejava ocupar o espaço; a PM negou o pedido com base na decisão de evitar conflitos na via pública.
Parlamentares criticaram a decisão. A deputada Erika Hilton afirmou que houve tentativa do governo de impedir trabalhadores de usar o espaço para pedir o fim da jornada 6 x 1. Ela atribuiu a frustração a ações do governo estadual.
O Poder360 consultou as assessorias de imprensa do governo de São Paulo e da prefeitura, que disseram que a PM atuará de forma técnica e isonômica. O planejamento para o 1º de maio prevê reforço da segurança e cooperação com órgãos municipais e estaduais.
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