- Esquerda vincula a derrubada do veto ao PL da Dosimetria ao escândalo do Banco Master, ligando o tema a episódios de corrupção e instabilidade no governo.
- Pré-candidatos Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, junto com Erika Hilton, participaram de atos em São Paulo para criticar o Congresso e defender pautas de seus lançamentos eleitorais.
- Parlamentares foram chamados de “inimigos do povo” por integrantes do governo Lula durante as manifestações, em tom de crítica a o que chamam de obstrução de reformas.
- O Congresso derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria, em uma semana marcada por derrotas do governo, e houve disputa sobre a instalação da CPI do Master.
- Atos também defenderam mudanças trabalhistas, como fim da escala 6×1 e redução da jornada para quarenta horas, com Haddad cobrando a aprovação antes do pleito de outubro.
Foi realizado no Dia do Trabalhador um conjunto de atos em São Paulo que ligaram a dosimetria a denúncias sobre o Banco Master e atacaram o Congresso, em meio a derrotas do governo federal no Legislativo. Ex-ministros de áreas-chave participaram de mobilizações com foco político.
Entre os nomes que compareceram, estavam Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento), além da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Os atos ocorreram em espaços centrais da cidade, com discursos voltados à campanha eleitoral.
A oposição ao governo Jair Bolsonaro também foi mencionada, com críticas ao Congresso e ao Supremo. Na semana, o Senado rejeitou indicação para o STF e aprovou a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado.
No ato da Força Sindical, Haddad sinalizou que a aprovação do PL da Dosimetria teria pavimento político para favorecer impunidade, segundo leitura dos organizadores. Marina Silva classificou a votação como vergonhosa e defendeu endurecimento de penas.
Em outro ponto da cidade, Marina e Tebet participaram de ato na praça Roosevelt, associando a decisão a impactos sobre a democracia e a soberania nacional. Ato reuniu representantes de movimentos sociais e parlamentares governistas.
A prensa destacou ainda a expectativa de que o tema seja explorado pela campanha, com Haddad cobrando a votação de propostas para reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de remuneração. O texto tramita no Congresso há semanas.
À tarde, em ato no ABC, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, atribuiu o impasse no Legislativo a pressões de empresas como Uber, iFood e outras plataformas digitais, segundo relatos da organização.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que a classe trabalhadora pressiona pela aprovação de projetos, enquanto a Força Sindical apoiou o pleito como um clamor dos trabalhadores. A presença de parlamentares gerou debates sobre a atuação do Congresso.
O episódio reforça o tom eleitoral no 1º de maio, com pré-candidatos à Presidência em 2026 buscando capitalizar ataques ao Congresso e a governos anteriores. O governo federal, por sua vez, evita falar em novas etapas da pauta, mantendo o foco em propostas para o país.
Até o momento, Lula não participou dos atos pelo segundo ano consecutivo, mantendo a prática de não comparecer aos atos de rua no 1º de maio. A oposição continua a usar o calendário para fortalecer discurso pró-reeleição.
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