- Lula manteve o apoio à possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Menores, mesmo com a rejeição de Messias ao STF.
- Petistas próximos avaliam que Pacheco ajudou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a barrar Messias, o que pode atrasar a aliança.
- Lula afirmou em reunião no Palácio da Alvorada que Pacheco continua sendo o candidato do grupo e que a votação no Senado não teve relação com a campanha eleitoral.
- O desgaste causado pela rejeição de Messias gera dúvidas sobre a disposição da base do PT em apoiar Pacheco em Minas.
- Como alternativa, surgem nomes como Josué Gomes da Silva e Alexandre Kalil, com possibilidade de novos arranjos políticos no estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém o apoio a Rodrigo Pacheco para compor o palanque em Minas Gerais, mesmo após a rejeição de Jorge Messias para o STF. A orientação de Lula aos aliados é seguir com a candidatura de Pacheco ao governo mineiro, segundo interlocutores do Palácio do Planalto.
Parte do grupo próximo a Lula avalia que Pacheco ajudou a barrar Messias no STF e sustenta que o senador continua sendo o nome indicado pelo grupo para Minas. Mesmo com acenos de Pacheco a Messias, a avaliação é de que o apoio permanece.
A dúvida sobre lealdade de Pacheco ganhou força após a votação no Senado, em 29 de abril, que rejeitou Messias. Diante disso, petistas questionam a viabilidade de o governo manter a aliança, especialmente no âmbito mineiro.
Quando a discussão chegou ao Palácio da Alvorada, após a derrota de Messias, Lula reiterou que Pacheco segue como candidato do grupo. A leitura oficial é de que a votação não refletia a campanha eleitoral em Minas.
A relação entre Lula e o presidente do Senado se deteriorou desde a sabatina de Messias, e o episódio gerou tensão entre governistas e o grupo de Lula. Ainda assim, há quem mantenha a leitura de que Pacheco foi útil para a estratégia federal.
Entre aliados de Lula, cresce a avaliação de que não há substituto viável para Pacheco no momento, o que fortalece a continuidade da aliança em Minas. A definição de palanque mineiro passa, porém, por eventuais reações internas à rejeição de Messias.
Caso o PT recue ou Pacheco desista, o cenário mineiro pode exigir nova composição. Minas Gerais é o segundo estado com maior número de eleitores, e a montagem de palanques amplia a importância simbólica na eleição presidencial.
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