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Marcos Pereira classifica ataque ao STF em campanha como lamentável

Marcos Pereira classifica de lamentável usar o Supremo Tribunal Federal como pauta de campanha e condiciona apoio a Flávio Bolsonaro a alianças nos estados

Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, durante sessão na Câmara dos Deputados
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  • Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, classificou de lamentável o uso do STF como pauta de campanha, em entrevista à Veja publicada em 1º de maio de 2026.
  • Ele afirmou que a campanha não deve girar em torno de impeachment de ministros do Supremo e criticou a politização da Corte.
  • O deputado disse haver “desarmonia flagrante” entre os Poderes e que há excessos no Judiciário, parte atribuída à atuação de alguns partidos.
  • Sobre apoio a Lula, afirmou ser muito pouco provável manter o apoio ao presidente; o caminho do partido é a neutralidade ou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conforme gestos do senador nos estados com pré-candidatos.
  • Afirmou que as alianças devem ser dialogadas nos estados Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso, e que Flávio não pode “casar de vez com o radicalismo” para ampliar o eleitorado.

Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, afirmou à Veja, em entrevista publicada nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, que é lamentável usar o STF como pauta de campanha. A declaração ocorreu ao comentar candidaturas que defendem o afastamento de ministros da Corte. Pereira ressaltou que a campanha não deve girar em torno do impeachment de magistrados.

O deputado paulista também defendeu uma revisão da relação entre os Poderes. Segundo ele, a Constituição estabelece independência entre Judiciário, Legislativo e Executivo, mas há desarmonia que precisa ser corrigida. Ele apontou excessos no Judiciário e atribuiu parte do problema às próprias siglas, que recorrem ao STF quando perdem no Congresso, contribuindo para a judicialização da política.

Além disso, Pereira sinalizou que é muito improvável a neutralidade do Republicanos em relação à reeleição de Lula. O caminho do partido, disse, é manter neutralidade ou apoiar o senador Flávio Bolsonaro, desde que haja alinhamento com gestos nos estados onde o Republicanos tem pré-candidatos. Ele citou Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso como exemplos de negociações a serem dialogadas.

Apoio a Flávio Bolsonaro

O presidente do Republicanos condicionou eventual apoio a Flávio Bolsonaro a marcas de entendimento em estados-chave. Segundo ele, o senador não pode adotar um tom extremo se desejar ampliar seu eleitorado, pois já tem uma base mais radical e precisa conquistar o centro.

Pereira destacou que acordos eleitorais dependem de negociações com legendas parceiras e que o partido busca equilíbrio nas alianças locais. Ele enfatizou a necessidade de manter a orientação de atuação dentro de um eixo pragmático, sem abrir mão de prioridade a propostas que entreguem resultados regionais.

Sobre Marcos Pereira

Marcos Pereira é deputado federal por São Paulo e ocupa a presidência do Republicanos desde 2011, com mandato até 2027. Além de líder partidário, atua como procurador parlamentar da Câmara dos Deputados e já teve passagem pelo governo federal como ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

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