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Marcos Pereira, presidente do Republicanos, critica ataques ao STF

Marcos Pereira critica uso do STF na campanha, defende harmonia entre poderes e sinaliza neutralidade ou apoio condicional a Flávio Bolsonaro

Marcos Pereira
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  • Marcos Pereira, presidente do Republicanos, classifica como lamentável usar o impeachment de ministros do Supremo como pauta de campanha e defende maior harmonia entre os poderes.
  • Afirma que o partido não apoia Lula e nega que esteja embarcando na candidatura do petista; afirma que há grande chance de caminhar com Flávio Bolsonaro, sujeito a gestos do senador.
  • Diz que a neutralidade ou apoio a Flávio depende de “gestos” recebidos do PL e de conversas entre as siglas em estados com pré-candidatos do Republicanos.
  • Destaca a influência do eleitorado evangélico no pleito, afirmando que o peso religioso pode desfavorecer Lula e favorecer o campo conservador.
  • Alega que a química entre o Republicanos e o Centrão é debatida, com diálogo aberto sobre alianças, sem fechar acordos de cima para baixo.

Marcos Pereira, presidente do Republicanos, afirmou ser lamentável a construção de pautas eleitorais em torno do impeachment de ministros do STF. Em entrevista, o dirigente defendeu maior harmonia entre os poderes e destacou a necessidade de responsabilidade institucional.

O dirigente, que assume a presidência do Republicanos desde 2011, escreveu livros de direito, é mestre e doutor na área e atua como professor universitário. Ele negou que o partido tenha embarcado numa aliança com o PT ou com Lula, mesmo após ter gerido uma pasta no atual governo.

Pereira indicou que a possibilidade de alinhamento com Flávio Bolsonaro depende de gestos do senador do PL. O republicano afirmou que o caminho do partido é a neutralidade ou o apoio a Flávio, condicionando a aliança a reciprocidade entre as legendas em estados.

Como jurista, o presidente do Republicanos criticou a ideia de regulagem direta da conduta de ministros do STF, defendendo autocontenção entre os magistrados. Disse que a atuação da Corte é frequentemente provocada pela judicialização da política.

Pereira avaliou que a pauta religiosa terá peso relevante nas eleições, por sua atuação como bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Afirmou que esse fator favorece a oposição a Lula, pela pauta conservadora associada ao segmento.

Sobre a relação com Lula, o dirigente afirmou que o ex-presidente não tem conseguido dialogar com evangélicos, apontando falta de gestos públicos e de esforço por parte de Lula nesse âmbito. Também disse que o Centrão é um conceito contestado por ele.

Questionado sobre o Centrão, o dirigente disse que o termo é uma ficção da imprensa. Reafirmou que o Republicanos se posiciona como centro-direita e que trabalha pelo diálogo com diferentes alas do espectro político.

No plano eleitoral, Pereira explicou que o Republicanos pretende apoiar Flávio Bolsonaro em alguns cenários, mas o avanço depende de conversas positivas com o PL. O objetivo é manter a neutralidade ou estabelecer alianças com reciprocidade.

Sobre alianças em estados, o presidente citou exemplos: São Paulo, onde há alinhamento com Flávio na reeleição de Tarcísio, e Minas Gerais, com o senador Cleitinho Azevedo na liderança das pesquisas. Ele pediu gestos para fortalecer entendimentos locais.

Quando perguntado sobre 2030, o dirigente afirmou que o foco imediato é a reeleição de Tarcísio de Freitas. Sobre o governo federal, afirmou que o Republicanos atua de forma independente na Câmara e como oposição no Senado, sem fechamento automático com Lula.

Quanto a propostas legislativas, Pereira disse que votaria a favor da PEC que altera a jornada de trabalho, desde que haja compreensão entre empresários e trabalhadores. Explicou que a mudança impacta micro e pequenas empresas, responsáveis por parte significativa dos empregos formais.

Sobre o equilíbrio fiscal, o dirigente destacou que, independentemente de quem governe, será necessário cortar gastos. Criticou gastos excessivos no passado, especialmente sob governos da esquerda, e ressaltou a importância de reformas estruturais, com ênfase na tributária.

Em relação à liderança da Câmara, o Republicanos acompanhou a atuação de Hugo Motta, reconhecendo avanços após um início difícil. O partido destacou que diversas pautas passaram a tramitar com maior foco técnico neste ano.

Por fim, o tema INSS e o Banco Master foi citado como assunto que já recebeu atuação do Legislativo, com CPMI e investigações no Judiciário. O dirigente ressaltou a importância de que as apurações sigam dentro das instituições competentes.

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