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MP-RJ denuncia Oruam e Marcinho VP por lavagem de dinheiro

MP-RJ denuncia Marcinho VP, Marcia Nepomuceno e Oruam por lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao Comando Vermelho; foragidos permanecem

Na imagem, rapper Oruam, filho de Marcinho VP. Ambos estão sendo investigados por organização criminosa pelo MP-RJ
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  • O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Marcinho VP, sua mulher Marcia Gama Nepomuceno e o rapper Oruam (Mauro Nepomuceno) por lavagem de dinheiro e organização criminosa, após operação que investiga a estrutura financeira do Comando Vermelho.
  • A denúncia foi apresentada pela terceira Promotoria de Investigação Penal Especializada, com base em diligências da Polícia Civil realizadas entre 29 de abril e 1º de maio de 2026.
  • A facção é apresentada como organizada em quatro núcleos: liderança (Marcinho VP), núcleo familiar (Marcia e Oruam), “testas de ferro” (ocultação de patrimônio) e liderança operacional (nomeações como Doca, Abelha e Pezão).
  • Segundo o MP, Marcia Nepomuceno atuaria como gestora financeira, recebendo valores em espécie de lideranças operacionais e lavando o dinheiro por meio de bens comerciais, imóveis e fazendas.
  • Oruam é acusado de usar a carreira musical para dar aparência lícita aos lucros do tráfico, recebendo repasses para despesas pessoais, festas e viagens de luxo; mandados de busca atingiram Barra da Tijuca e Jacarepaguá, mas Oruam, Marcia e Lucca Nepomuceno não foram localizados e são considerados foragidos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou, nesta sexta-feira (1 mai 2026), Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno e o rapper Oruam (Mauro Nepomuceno). Eles são acusados de lavagem de dinheiro e organização criminosa, apuradas após a operação policial de 29 abr 2026. A denúncia aponta estrutura financeira do Comando Vermelho.

Segundo o MP-RJ, a investigação apura quatro núcleos da facção. Marcinho VP seria a liderança, mesmo preso há 30 anos, coordenando decisões estratégicas e expansão do grupo. O núcleo familiar incluiria Marcia e Oruam, responsáveis pela intermediação de ordens e gestão de bens.

O terceiro grupo seria formado por chamados “testas de ferro”: Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva (Magrão) e Jeferson Lima Assis, encarregados de ocultar o patrimônio. O último núcleo envolve a liderança operacional, com nomes como Doca, Abelha e Pezão, atuando nas comunidades.

A denúncia detalha o papel financeiro de Marcia Nepomuceno, apontada como gestora financeira. Ela receberia valores em espécie de lideranças operacionais e lavaria o dinheiro por meio de compra e administração de comércios, imóveis e fazendas.

Oruam é acusado de usar a carreira musical para conferir aparência lícita aos lucros do tráfico. O MP-RJ afirma que o artista recebia repasses de outros integrantes para custear despesas pessoais, festas e viagens de luxo.

Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Um investigado foi detido: Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como operador financeiro de Marcia Gama.

Entre os membros da família, Oruam, Marcia Nepomuceno e Lucca Nepomuceno não foram localizados e são considerados foragidos pela Justiça. As provas incluem diálogos interceptados que, segundo a acusação, evidenciam a ascendência de Marcinho VP sobre o comando.

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