- A Petrobras exibiu uma propaganda de 30 segundos durante o intervalo do Jornal Nacional nesta sexta-feira, 1 de maio de 2026, na TV aberta.
- O vídeo afirma que a empresa não detém mais o controle sobre os postos de combustíveis e aponta as margens das distribuidoras como fator dos preços ao consumidor.
- A peça menciona a guerra no Oriente Médio para explicar a distribuição dos postos e sustenta que as subsidiárias não repassam integralmente reduções de preço aos motoristas.
- A Petrobras destaca que a operação de distribuição foi privatizada em 2021, com a venda da BR Distribuidora (atual Vibra Energia), mantendo a marca BR em muitos estabelecimentos.
- A campanha busca esclarecer que a responsabilidade pelos preços não é da Petrobras, transferindo parte da pressão para o setor privado.
A Petrobras veiculou nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, uma propaganda em rede nacional durante o intervalo do Jornal Nacional. O vídeo afirma que a estatal não detém mais o controle sobre os postos de combustíveis e aponta as margens de lucro das distribuidoras como fator determinante para o preço pago pelo consumidor. A peça também vincula a distribuição de postos à guerra no Oriente Médio.
A campanha sustenta que, apesar de a gasolina vir sendo negociada com a rede de distribuidoras, não houve aumento do preço de venda pela Petrobras desde 2024. O material argumenta que o governo atua para reduzir o valor final ao consumidor, enquanto a responsabilidade pelos reajustes é atribuída ao setor privado.
A propaganda busca, ainda, descolar a imagem da Petrobras da remuneração direta dos motoristas, transferindo parte da pressão pública para o abastecimento feito pelas distribuidoras. O vídeo cita a privatização da distribuição como parte de uma reestruturação com impactos no preço final.
Estrutura da distribuição e privatização
A peça explica que a operação de distribuição foi privatizada em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro. Na época, a estatal vendeu a participação remanescente na BR Distribuidora, hoje Vibra Energia. O conteúdo reforça que a marca BR permanece em milhares de estabelecimentos, mas sem ingerência da Petrobras sobre gestão, logística ou política de preços.
Implicações para o público e agenda governamental
A campanha enfatiza a diferença entre a marca da BR e o controle real sobre os postos, sugerindo que quedas de preço nas refinarias nem sempre se refletem integralmente nos caixas das bombas. O objetivo é esclarecer a percepção de que a Petrobras mantém autonomia limitada sobre a rede de distribuição enquanto o governo atua para conter a inflação de itens básicos.
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