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Salvadorenhos protestam contra políticas de Bukele em marcha do 1º de maio

Milhares de salvadorenhos protestam contra políticas de Bukele no Dia do Trabalhador, exigindo a libertação dos inocentes na guerra às gangues

"Bukele, inimigo dos pobres", dizia um cartaz na manifestação, ao lado de fotografias de pessoas detidas, cuja inocência foi reivindicada por seus familiares
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  • Milhares de salvadorenhos participaram da marcha do Dia do Trabalhador em San Salvador, denunciando retrocessos democráticos atribuídos ao governo de Nayib Bukele.
  • O país vive sob regime de exceção desde 2022, que permite detenções sem ordem judicial e é alvo de críticas de organizações de defesa dos direitos humanos.
  • A porta-voz Marisela Ramírez afirmou que as políticas atuais são regressivas e afetam a dignidade e a liberdade do povo.
  • Manifestantes acusaram demissões de milhares de médicos e professores como parte das chamadas “políticas de morte” do governo.
  • O ato reuniu cerca de cinco mil pessoas; houve relatos de blitzes em estradas que teriam detido ônibus de manifestantes, e cartazes chamavam Bukele de “inimigo dos pobres”.

Milhares de salvadorenhos participaram da marcha do Dia do Trabalhador em San Salvador, denunciando retrocessos democráticos atribuídos às políticas do presidente Nayib Bukele e solicitando a libertação de pessoas consideradas inocentes na guerra contra as gangues. O protesto ocorreu nesta sexta-feira, 1º de maio.

Segundo organizadores, o regime de exceção vigente desde 2022, que autoriza detenções sem ordem judicial, é alvo de críticas de organismos de defesa dos direitos humanos. A mobilização reuniu famílias, trabalhadores e setores da sociedade civil.

Marisela Ramírez, porta-voz do Bloco de Resistência e Rebeldia Popular, afirmou que as políticas atuais atentam contra a dignidade e a liberdade do povo. A dirigente mencionou demissões de médicos e professores como parte das chamadas políticas de morte.

Contexto e reivindicações

Cartazes com o slogan Bukele, inimigo dos pobres foram vistos na manifestação, ao lado de fotografias de detidos. Organizações sociais relataram que blitzes nas estradas teriam detido ônibus de manifestantes.

Samuel Ramírez, líder do Movir, disse que o movimento desafia o regime de exceção e defende a libertação de pessoas consideradas inocentes pela guerra contra as gangues. A imprensa local citou cerca de 5.000 manifestantes presentes, conforme a AFP.

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