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Confusão na estreia do novo marqueteiro da campanha de Lula

Vídeo produzido por Raul Rabelo associa Flávio Bolsonaro ao caso Master, vazado durante evento do PT, gerando repercussão e pedido de investigação

Raul Rabelo: publicitário baiano é sócio de Sidônio Palmeira nas agências Leiaute e Nordx
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  • Congresso Nacional do PT apresentou Raul Rabelo como marqueteiro da campanha de Lula para as eleições deste ano.
  • Foi exibido um vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master, insinuando corrupção e sugerindo aquisição de uma mansão com dinheiro desviado.
  • A peça afirma que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, doou 3 milhões de reais à campanha de Jair Bolsonaro em 2022 e mais 2 milhões a Tarcísio de Freitas no mesmo ano.
  • O vídeo usa a expressão “bolsomaster” e pretendia ser visto apenas pela militância, mas acabou gravado por uma jornalista durante o evento.
  • O conteúdo gerou reação: Deputado do PL pediu apuração pela PGR; aliados de Flávio Bolsonaro classificaram como difusão de notícias falsas.

O PT revelou, durante seu Congresso Nacional, detalhes sobre o marqueteiro Raul Rabelo, contratado para a campanha de Lula neste ano. A apresentação ocorreu na semana passada e visava mostrar aos filiados o perfil do profissional. O episódio ganhou contornos de polêmica.

A confecção exibida mostra uma peça que associa Flávio Bolsonaro ao escândalo envolvendo o Banco Master. A ideia era atacar o adversário na disputa presidencial, com linguagem que envolve supostas irregularidades no esquema.

A peça afirma que Flávio Bolsonaro seria o “filho mais corrupto” de Bolsonaro e sugere aquisição de uma mansão em Brasília com recursos desviados do Master. A gravação envolve também a família Vorcaro, ligada ao banco.

Dois nomes aparecem como doadores: Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que teria doado 3 milhões de reais à campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Houve ainda contribuição de 2 milhões para Tarcísio de Freitas no mesmo ano.

A produção utiliza o rótulo “bolsomaster” para referir-se ao caso e alega, sem provas, que o vínculo favoreceria a aquisição imobiliária de alto valor. O vídeo foi apresentado aos militantes, mas acabou vazando.

Vazamento e repercussão

A gravação chegou a imprensa sem o esperado sigilo, gerando desconforto entre dirigentes do PT. A repórter presente no evento registrou o momento da exibição da peça, segundo apuração. O vazamento acirrou a controvérsia interna.

Parlamentares e aliados de Flávio Bolsonaro prometem acompanhar diligências. O deputado Ubiratan Sanderson solicitou abertura de investigação pela Procuradoria-Geral da República sobre o conteúdo do vídeo. O PT confirmou a produção, mas não se manifestou sobre aspectos controversos.

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