- Flávio Bolsonaro negou articulação entre oposição e o ministro Alexandre de Moraes sobre a CPMI do Banco Master.
- Em entrevista à BandNews, disse que houve coincidência de pautas e que a votação da derrubada do veto da dosimetria teve prioridade.
- O senador afirmou que a oposição continua defendendo a criação da CPMI e que ela não foi abandonada.
- Uma reportagem do jornal O Globo, divulgada em março, havia sugerido um acordo em troca de benefícios políticos; Flávio disse que as fontes ouvidas estavam erradas.
- A CPMI do Banco Master deve avançar nas próximas sessões, e a oposição pretende manter pressão pela instalação, avaliando críticas ao governo e ao STF.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou articulação entre a oposição e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em torno da CPMI do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à BandNews, divulgada no sábado, 1º de maio de 2026.
Flávio afirmou que não houve acordo, apenas coincidência de pautas. A votação para derrubar o veto da dosimetria teve prioridade naquele momento, inclusive para beneficiar pessoas que ainda estão presas.
Ele reforçou que a oposição continuará defendendo a criação da CPMI do Banco Master e que a comissão não foi abandonada, segundo sua leitura dos fatos.
A acusação sobre um pacto entre oposição e Judiciário ganhou repercussão após reportagem do jornal O Globo, publicada em março, que sugeriu negociação para impedir a instalação da CPMI em troca de benefícios políticos.
Contexto e desdobramentos
Flávio questionou a apuração da jornalista Malu Gaspar, dizendo que fontes ouvidas teriam sido apontadas de forma inadequada. Não houve confirmação oficial de qualquer acordo entre as partes.
O pré-candidato citou o presidente Lula e representantes do Banco Master ao mencionar as discussões que ocorrem no Congresso Nacional sobre a CPMI e as votações relacionadas.
Durante a entrevista, o senador também comentou críticas ao governo e ao STF, descrevendo a articulação política como frágil e defendendo maior autonomia do Legislativo.
Ele apontou que o governo, segundo sua visão, está com problemas de gestão e contas públicas, sem detalhar números, e classificou propostas que visam alterações de gastos como populistas.
A CPMI do Banco Master deve avançar nas próximas sessões do Congresso, informou Flávio, indicando que a oposição continuará cobrando a instalação da comissão.
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