- Steve Hilton, ex-apresentador da Fox News e aliado de David Cameron, concorre como republicano ao governo da Califórnia, buscando vencer em meio a um campo democrata fragmentado.
- Pesquisas indicam Hilton à frente na disputa pelas primárias, em um estado de maioria democrata e com registro de eleitores favorável aos republicanos em menor escala.
- Hilton recebe o maior número de doadores individuais entre os concorrentes e aparece em terceiro no financiamento, atrás de Tom Steyer e Matt Mahan.
- A estratégia dele (`campanha de revolução política`) aposta em visitas presenciais por todo o estado, criticando o governo democrata e prometendo mudanças profundas na administração pública e nos negócios.
- Hilton forma uma aliança informal com Gloria Romero para o cargo de vice-governadora e com o ex-advogado da cidade de Huntington Beach para o cargo de procurador-geral, buscando livrar o estado de uma suposta maiorias democratas.
Steve Hilton, ex-apresentador britânico e ex-assessor de Downing Street, aparece como favorito em pesquisas na disputa pelo governo da Califórnia. A operação eleitoral ocorre com menos de seis semanas para as primárias, em um cenário de fraqueza do pelotão democrata. O estado realiza uma eleição aberta, na qual os dois mais votados avançam para o pleito geral.
Hilton lidera em várias sondagens entre os candidatos republicanos, superando o xerife Chad Bianco, de Riverside, e integrando um campo de democratas fragmentado. Seu desempenho é impulsionado pela insatisfação com custos de vida, pobreza, desemprego e oportunidades econômicas na Califórnia.
A despeito da soma de doadores e de arrecadação, Hilton aposta em uma estratégia de campanha itinerante pelo estado. Ele tem priorizado encontros presenciais com agricultores, lojistas e comunidades latinas, promovendo argumentos sobre mudanças no governo estadual.
O cenário político é marcado pela instabilidade no Partido Democrata, que teve descolamento de um dos rivais, Eric Swalwell, após acusações removidas do pleito. A liderança democrata teme perder o controle da mais populosa e economicamente poderosa unidade federativa.
Campanha e estratégias
Hilton afirma que a mudança política é necessária diante do que chama de desperdícios e de uma agenda de alta tributação. A equipe dele aposta num apelo ao eleitor que se sente desiludido com a atual administração.
A campanha de Hilton também divulga uma aliança com Gloria Romero, ex-senadora estadual, candidata a vice-governadora, e Michael Gates, ex-procurador municipal de Huntington Beach, candidato a attorney general. O grupo é apresentado como uma frente integrada para ampliar o arco de apoio.
Em Huntington Beach, cidade-sede da campanha, Hilton mantém uma presença constante, promovendo eventos com multiplicadores locais. O objetivo é ampliar o impulso entre eleitores de diferentes perfis, incluindo trabalhadores e pequenas empresas, para sugerir uma mudança de rumo.
Analistas ressaltam que a meta de Hilton é menos vencer a eleição de 2026 do que reorganizar o espectro político da Califórnia. Mesmo com chances remotas, o movimento ganha tração entre grupos descontentes com a governança democrata.
A proximidade das primárias aumenta a atenção aos temas de custo de vida, impostos, regulação e desemprego. A cobertura eleitoral destaca o papel de financiamento de campanha e de alianças locais como componentes centrais da estratégia de Hilton.
Contexto eleitoral
Os eleitores enfrentam uma eleição com regras abertas desde reformas implantadas na era Schwarzenegger. A perspectiva de uma mudança partidária significativa tem causado preocupação entre democratas, que buscam manter governabilidade no estado.
Não há indicação de que as informações sejam confirmadas por fontes oficiais únicas, mas a tendência de pesquisas aponta para uma dianteira de Hilton em meio a um campo democrata fragmentado. A cobertura segue acompanhando as movimentações de campanhas e apoios regionais.
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