- Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) foi anunciado pelo pai como candidato à presidência e atua como porta‑voz, enfrentando resistência de setores do centro e da direita.
- Analistas e parte da oposição duvidavam da viabilidade dele contra Lula; pesquisas mostraram empate técnico no segundo turno, com Flávio à frente em Datafolha e Genial/Quaest.
- Após a prisão de Jair Bolsonaro, Flávio passou a convocar candidaturas e enviar recados como articulador, mantendo visitas diárias ao pai em visitas de até trinta minutos.
- Há dúvidas sobre se as mensagens do filho realmente representam Jair Bolsonaro e se alguns aliados seguem as orientações dele.
- Em domínio doméstico, Flávio apoiou a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará, enquanto Michelle Bolsonaro manteve o apoio a Eduardo Girão; há também apoio de Flávio a Espiridião Amin e Caroline de Toni em Santa Catarina, com resistência de parte do grupo familiar.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi anunciado como ungido do pai para concorrer ao Palácio do Planalto. A decisão gerou resistência entre lideranças de centro e direita, que avaliavam a escolha como menos favorável diante de Lula. A leitura de bastidores já sinalizava disputas internas sobre o nome ideal para enfrentar o PT.
Apesar da resistência inicial, as disputas internas não impediram a agenda do candidato. Pesquisas indicam que Lula e Flávio Bolsonaro chegam a empatar tecnicamente em cenários de segundo turno, com o senador aparecendo na frente em alguns levantamentos, como Datafolha e Genial/Quaest. A leitura de governo permanece sob avaliação, com dúvidas ainda presentes.
Porta-voz e bastidores
Desde a prisão de Jair Bolsonaro, em regime domiciliar, Flávio assumiu também o papel de porta-voz do pai. Por estar listado entre os advogados do ex-presidente no STF, pode visitá-lo diariamente, em encontros de até trinta minutos. Essa rotina alimenta anúncios de candidaturas pelo país, mas nem todos afiliados seguem as mensagens.
Alguns governistas questionam se as mensagens seriam realmente autorizadas pelo ex-presidente ou se partiriam apenas do filho. Internamente, há quem prefira alinhar-se diretamente a Bolsonaro, sem adotar as orientações de Flávio. A disputa de influência se acentua conforme o ciclo eleitoral avança.
Apoios e controvérsias
Em Ceará, Flávio revelou apoio à candidatura de Ciro Gomes ao governo, posição que gerou desconforto interno. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manteve apoio a Eduardo Girão para o Senado, divergindo do filho em um ponto sensível para o palanque regional.
Entre aliados estratégicos, nomes como Espiridião Amin e Caroline de Toni aparecem como pontos de apoio para campanhas — incluindo Santa Catarina —, em que Carlos Bolsonaro disputa vagas no Senado. A distância entre o que Flávio fala em nome do pai e o que aliados aceitam praticar eleitoralmente mantém-se como tema de incerteza dentro do grupo.
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