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Defesa de desembargador do Rio diz que antenas derrubam fundamento da prisão

Defesa do desembargador sustenta que localização por antenas de celular contesta o fundamento da prisão por suposto vazamento na operação contra TH Joias

Macário Judice Neto, desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2, foi preso na manhã desta terça (16/12) durante operação da PF no Rio
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  • A defesa do desembargador do TRF-2 Macário Judice Neto pediu ao ministro Alexandre de Moraes a revogação de sua prisão, com base em novas provas apresentadas pela Polícia Federal.
  • Os advogados afirmam que a localização das antenas de celulares indica que ele não jantou com Rodrigo Bacellar na véspera da operação contra TH Joias.
  • Segundo os dados das antenas, Macário esteve no Leblon na noite de 2 de setembro e só deixou o local no final da noite, indo para a Barra da Tijuca; Bacellar estaria em Copacabana no mesmo horário.
  • A defesa questiona por que Bacellar citou o encontro com o desembargador e afirma que o uso do nome de Macário como código não tem explicação.
  • Moraes encaminhou a petição para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a prisão, e ainda não houve resposta.

A defesa do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) Macário Judice Neto afirmou ao STF que as provas de localização obtidas pela Polícia Federal por meio de antenas de celular derrubam o fundamento da prisão do magistrado. Ele está preso desde dezembro sob suspeita de ter vazado informações de uma operação contra o Comando Vermelho.

A argumentação foi apresentada em petição ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Os advogados sustentam que as leituras das antenas indicam que Macário não jantou com o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, na noite da operação que prendeu o ex-deputado Thiego Raimundo, conhecido como TH Joias. Assim, dizem, não houve encontro entre as partes naquela data.

Segundo os dados, o desembargador teria ido a um jantar no Leblon na noite de 2 de setembro de 2025 e só deixou o local para retornar à Barra da Tijuca no fim da noite. Já a localização de Bacellar indicou presença na região de Copacabana no mesmo período. Os advogados acrescentam que não sabem por que Bacellar citou o encontro com Macário naquela noite e destacam que a referência seria um código.

A defesa ressalta que não houve qualquer confirmação de que o encontro ocorreu e aponta inconsistências nas informações apresentadas. Bacellar já foi solto por decisão da Alerj, mas voltou a ser preso por ordem de Moraes no fim de março.

Moraes encaminhou a petição à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação sobre a prisão de Macário. Ainda não houve resposta formal.

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