- Lula encara início de semana tentando mudar o foco após duas derrotas: Messias foi rejeitado pelo STF e veto ao PL da Dosimetria foi derrubado pelo Congresso.
- Governo avalia retaliações a Davi Alcolumbre, como demissão de indicados ligados ao senador; decisão depende de sinal de Lula e de clima político.
- PEC do fim da escala 6 X 1 avança na Câmara e pode seguir para o Senado em maio; o ritmo será ditado pelo presidente do Senado.
- Planalto também sustenta PEC da Segurança Pública na fila, além de 27 indicações do governo em tramitação no Senado em 2026.
- Sobre Messias, governo discute eventual recolocação no governo; STF permanece sob a prerrogativa de indicar novo ministro, com decisão ainda incerta.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva encara início de semana com revezes políticos. O Senado rejeitou Jorge Messias ao STF, marcando derrota inédita desde 1894, e o Congresso derrubou o veto ao PL da Dosimetria, ligado a Bolsonaro e aos casos de 8 de janeiro. A gestão discute possíveis retaliações contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas ainda não tomou decisão final.
Amapaense Gil cinza: a discussão envolve cargos de confiança ligados a Alcolumbre na Esplanada. A ideia é demitir indicados, porém a alta administração teme consequências políticas. Enquanto isso, Lula mira manter o foco em pautas econômicas e na agenda de recuperação fiscal.
Em discurso nacional no Dia do Trabalhador, Lula não mencionou diretamente o atrito com o Senado, mas ressaltou propostas como 6 X 1 e o programa Desenrola. A comunicação sugeriu adesão popular, ainda que as mensagens não tenham mudado o cenário do atrito.
Retaliação ou contenção
O Planalto avalia se cabe retaliação a Alcolumbre. A PEC que encerra a escala 6 X 1 avança na Câmara e pode seguir ao Senado em maio, sob ritmo ditado pelo presidente da Casa. A aprovação depende de apoio parlamentar, com expectativa de 55,7% favoráveis à redução da jornada, segundo fontes.
O governo também observa a PEC da Segurança Pública, que aguarda despacho para seguir à CCJ. O tema é visto como importante por parte da equipe, com potencial de repercussão pública. Outros 27 cargos indicados aguardam tramitação no Senado em 2026.
Situação de Messias e próximos passos
Sobre Messias, Lula ainda não se pronunciou publicamente; o advogado-geral da União apresentou-se para o cargo, mas pode ser remanejado. Reuniões ocorrerão nesta semana para definir a permanência ou substituição de Messias no governo.
Para o STF, a análise é manter a prerrogativa de indicar novos nomes. A equipe presidencial não definiu data, mas reforça a necessidade de gestão de agenda para reduzir tensões com o Legislativo enquanto trava o avanço de pautas econômicas.
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