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MP aponta maquiagem contábil e solicita intervenção no Corinthians

MP aponta maquiagem contábil e gestão temerária no Corinthians, requer intervenção judicial diante de dívida de R$ 3 bilhões e irregularidades no fundo da Neo Química Arena

Ministério Público citou cenário 'caótico' e fez pedido de intervenção no Corinthians
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  • O Ministério Público de São Paulo pediu intervenção judicial no Corinthians, alegando maquiagem contábil e gestão temerária na aprovação das contas de 2025.
  • A auditoria da Parker Russell apontou ressalvas; o promotor sustenta que aprovação com ressalva pode ocultar irregularidades e indicar fraude.
  • O fundo imobiliário ligado à Neo Química Arena tem registro de R$ 96 milhões em investimentos, com informações consideradas insuficientes pela auditoria.
  • O promotor descreve o cenário administrativo do clube como caótico, citando a dívida de R$ 3 bilhões como fator crítico não considerado nas deliberações internas.
  • Na votação das contas, haveria irregularidades como a participação de Haroldo José Dantas da Silva, presidente do Conselho Fiscal, mesmo afastado por conflito de interesses, além de vício de quórum e desprezo por pareceres técnicos.

O Ministério Público de São Paulo pediu novamente intervenção judicial no Corinthians. O promotor Cássio Conserino sustenta que houve maquiagem contábil na aprovação das contas de 2025 e aponta gestão temerária. A defesa não foi consultada.

Segundo o MP, as contas foram aprovadas com ressalvas emitidas pela auditoria independente Parker Russell, sem análise aprofundada. O promotor afirma que a aprovação com ressalva pode indicar simulação de controle.

O documento detalha um erro contábil relevante relacionado ao fundo imobiliário ligado à Neo Química Arena. O MP aponta que 96 milhões de investimentos não aparecem corretamente na contabilidade.

Conserino afirma haver distorção da realidade financeira da operação do estádio. Segundo ele, o valor registrado não reflete o ativo nem a situação econômica, abrindo espaço para responsabilidade de gestão temerária.

A atuação é descrita como cenário administrativo caótico, com dívida estimada em 3 bilhões de reais citada entre os fatores críticos. O promotor diz que isso não recebeu a devida atenção nas deliberações.

Na votação das contas, ocorrida em abril, teriam ocorrido irregularidades: a participação de Haroldo José Dantas da Silva na presidência do Conselho Fiscal, apesar de afastado por conflito de interesses.

O MP também aponta vício de quórum e desprezo por pareceres técnicos, com a Comissão de Finanças recomendando reprovação. O promotor cita ainda uma suposta pedalada contábil.

Segundo o documento, o clube tentou antecipar artificialmente benefícios de uma transação tributária de fevereiro de 2026 para 2025, estimados em cerca de 200 milhões de reais, para melhorar o balanço.

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