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Presidente do TST se explica após dividir juízes em vermelhos e azuis

Presidente do TST afirma que expressão "azuis e vermelhos" foi resposta a fala de Ives Gandra; ele nega ter citado polarização política

MINISTRO LUIZ PHILIPPE VIEIRA DE MELLO FILHO DURANTE SESSÃO DO CNJ - METRÓPOLES
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  • O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, explicou-se após afirmar que juízes trabalhistas estão divididos em “azuis” e “vermelhos”.
  • Ele afirmou que a declaração foi uma resposta ao ministro Ives Gandra, que usou a expressão em palestra para descrever ministros liberais e intervencionistas.
  • Mello Filho negou ter citado polarização política e disse ter prova documental de onde começou a discussão.
  • A fala foi interpretada nas redes sociais como referência à polarização entre apoiadores do governo e oposição.
  • O comentário ocorreu no 22º Conamat, em Brasília, durante debate sobre Justiça do Trabalho independente, inteligência artificial e o futuro do trabalho.

Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), informou nesta segunda-feira (4/5) que sua fala sobre juízes trabalhistas estarem separados em “azuis” e “vermelhos” não teve cunho político. Ele afirmou que a declaração teve relação com fala anterior do ministro Ives Gandra Martins.

O presidente explicou que a expressão foi usadas como referência à fala de Ives Gandra durante palestra em evento voltado a advogados. Ele disse ter a prova documental do que motivou a declaração e que não pretende ser acusado de ativismo.

Ives Gandra usou a expressão mencionada em meio a uma palestra para descrever ministros com perfis liberais e intervencionistas, segundo o próprio presidente do TST. A fala de Gandra ocorreu no âmbito de um evento interno.

A controvérsia ganhou repercussão nas redes sociais, com interpretações que associaram a expressão à polarização entre apoiadores do governo e da oposição. O episódio se deu durante o 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho (Conamat).

O Conamat foi realizado na sexta-feira, 1º de maio, em Brasília, com mais de 300 participantes. O encontro discutiu a independência da Justiça do Trabalho diante de transformações como a inteligência artificial.

Durante a abertura da sessão da Corte nesta segunda, o presidente do TST ressaltou que defende uma justiça trabalhista fortalecida por meio de tutela, defesa e proteção aos trabalhadores brasileiros. Ele destacou que a fala ocorreu em contexto público.

A sessão do TST ocorreu na manhã desta segunda-feira, com foco em debates sobre o papel da Justiça do Trabalho em uma era de profundas mudanças tecnológicas e sociais. O objetivo foi esclarecer a posição do tribunal sem desvalorizar qualquer setor.

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