- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que é pouco provável uma nova indicação de Jorge Messias ao STF.
- A rejeição ocorreu no Senado, com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, em sessão com 79 presentes.
- Segundo Alckmin, a derrota não foi por falhas do governo, mas por decisões “às vezes pessoais” de senadores.
- Ele disse lamentar a decisão e afirmou que o presidente Lula ainda pode enviar novos nomes ao STF, não apenas o AGU.
- Alckmin afirmou que o governo trabalhou para a proposta, mencionou um almoço na véspera com Rodrigo Pacheco, João Campos e Messias, e alegou não haver acordo para barrar a indicação.
Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira 5 de maio de 2026, em entrevista à GloboNews, que é pouco provável uma nova indicação de Jorge Messias ao STF. O vice-presidente da República, pelo PSB, disse que a derrota no Senado não se deu por falhas do governo, mas por decisões de senadores que foram, segundo ele, às vezes pessoais.
O vice-presidente avaliou que o Senado escolheu com base em motivações individuais, e não em erros do governo. Alckmin também manifestou pesar pela não aprovação de Messias, reconhecendo o perfil técnico do indicado e o motivo da queda na votação.
Questionado sobre eventual acordo para barrar nova indicação, o político afirmou não ter como provar qualquer acordo. Ainda segundo ele, as atitudes vistas no Congresso geram atenção, especialmente em contextos de troca de votos em diferentes pautas.
Alckmin mencionou que o governo trabalhou para manter a indicação e que houve reuniões com lideranças próximas. Ele disse que o destino de Messias não altera o apoio do governo a partir de agora e ressaltou que o momento requer seguir adiante.
Na sessão do Senado, Messias foi rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, com uma abstenção. A votação ocorreu na presença de 79 dos 81 senadores. A rejeição representa uma posição histórica, já que não ocorria desde 1894 a rejeição de indicação presidencial para o STF.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, indicou que Lula pode encaminhar um novo nome ao Senado ainda antes das eleições deste ano. A expectativa é que o AGU permaneça no governo, mesmo sem cargo definido, enquanto o tema é debatido internamente.
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