- O ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto, afirmou à CNN Brasil que o conflito público sobre juízes rotulados de “vermelhos ou azuis” comprometeu a imagem do tribunal.
- Na última segunda-feira, ministros discutiram em sessão após o trecho de fala do presidente da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, sobre a divisão entre magistrados.
- Vieira de Mello Filho disse que a declaração foi retirada de contexto e criticou os rótulos, defendendo que o tribunal é plural.
- O ministro Ives Gandra afirmou que há divisão interna entre visões liberais e intervencionistas ou legalistas e ativistas, pedindo respeito às diferentes posições.
- A ministra Maria Cristina Peduzzi encerrou o debate cobrando tom democrático, dizendo que não há atitude adequada em bate-boca e que todos atuam em nome da justiça.
O ex-presidente do TST Almir Pazzianotto afirmou à CNN Brasil que o conflito público envolvendo a expressão “vermelhos e azuis” comprometeu a imagem do Tribunal Superior do Trabalho, da Justiça do Trabalho e do Judiciário como um todo. Ele ressaltou que juízes não devem manifestar posições ideológicas e que precisam cumprir a lei.
Segundo Pazzianotto, a Constituição é democrática e não pertence a cores políticas; a Justiça deve manter distância de posições partidárias para não gerar incertezas. A fala citada gerou críticas de ética e a acusação de tentar “destruir” a Justiça do Trabalho.
Na segunda-feira (4), magistrados do TST discutiram durante sessão após o vídeo de um presidente da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, viralizar nas redes sociais. A expressão foi interpretada como sinal de divisão entre juízes mais ou menos ativistas em favor dos trabalhadores.
Entenda a troca de farpas
O tema ganhou contornos ao ele próprio Vieira de Mello Filho dizer que a declaração foi retirada de contexto e ao criticar cursos em que ministros orientam advogados sobre casos a julgar. O ministro Ives Gandra rebateu, afirmando que há divisões reais entre visões liberais, intervencionistas, legalistas e ativistas.
Vieira de Mello Filho afirmou que o tribunal é plural e não pode ser definido por rótulos. Já Ives Gandra defendeu o respeito às diferentes perspectivas dentro do TST e afirmou que pretende ser respeitado.
A ministra Maria Cristina Peduzzi encerrou o episódio ao afirmar que o tom da discussão não representa atuação democrática e que todos atuam em nome da justiça. Em seguida, a pauta de votação do dia seguiu após o embate.
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