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Conselho de Ética vota pela suspensão de Van Hattem e Marcos Pollon por motim

Conselho de Ética aprova suspensão de sessenta dias de Marcos Pollon e Marcel van Hattem pela ocupação da Mesa; recurso pode seguir à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e ao plenário

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  • O Conselho de Ética da Câmara aprovou a suspensão por 60 dias dos deputados Marcos Pollon e Marcel van Hattem pela ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025, durante a gestão de Hugo Motta.
  • O caso de Zé Trovão também está em análise; o parecer de Moses Rodrigues recomenda suspensão de todos os três parlamentares por dois meses, ainda que os casos sejam avaliados individualmente.
  • A decisão de Pollon e van Hattem foi aprovada por 13 votos a favor e 4 contra; eles podem recorrer à CCJ e, se necessário, ao plenário.
  • Pollon disse que a ocupação foi um ato de desespero e que pode haver novas ações no futuro; van Hattem teve defesa apresentada por Jeffrey Chiquini.
  • A sessão no Conselho de Ética durou cerca de nove horas, com debates e tentativas de adiamento pela oposição, além de críticas ao presidente da Câmara, Motta.

O Conselho de Ética da Câmara aprovou suspender por 60 dias os deputados Marcos Pollon, do PL de MS, e Marcel Van Hattem, do Novo do RS, pela ocupação da Mesa Diretora durante a presidência de Hugo Motta, em agosto de 2025. Também é analisado o caso do deputado Zé Trovão, do PL de SC.

O parecer elaborado pelo deputado Moses Rodrigues, da União Brasil, recomenda a suspensão de três parlamentares por dois meses, com cada caso sendo avaliado de forma individual. A decisão sobre Pollon e Van Hattem teve 13 votos favoráveis e 4 contrários.

Os deputados punidos anunciaram que vão recorrer à CCJ e, se necessário, ao plenário. Pollon chegou a classificar a ação como resultado de desrespeito a acordos com a oposição, enquanto Van Hattem negou que tenha impedido a sessão, segundo a defesa.

Repercussões e contexto

No discorrer da sessão, que durou cerca de nove horas, houve tensão entre grupos políticos, com tentativas de adiar a votação. A oposição questionou a possibilidade de voto à distância e criticou a condução da discussão.

O episódio do motim ocorreu após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, quando parlamentares da oposição ocuparam a Mesa por 30 horas, pressionando pautas associadas à anistia de bolsonaristas e a ações contra ministros do STF.

Pollon participou do motim ao lado de Van Hattem e de Zé Trovão, após críticas a Motta. Ele afirmou que a ocupação foi resposta a promessas não cumpridas pela liderança da Câmara, que deveriam pautar a anistia de condenados por atos de 8 de janeiro.

A defesa de Van Hattem, feita por Jeffrey Chiquini, negou que o deputado tenha sentado na cadeira de Motta ou bloqueado o início da sessão. Pollon relatou que a representação contra ele se fundamenta em falas críticas ao presidente da Câmara.

O processo teve origem em representações apresentadas por correligionários do presidente da Câmara e por representantes da oposição, com a regular tramitação no Conselho de Ética e a possibilidade de recursos ao plenário.

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