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Deputado preso no Rio ofereceu vaga na Educação a suspeito ligado ao tráfico

PF prende deputado Thiago Rangel por oferecer vagas na Educação a parentes de suspeito de tráfico, em meio a ligações com Júnior do Beco

Thiago Rangel (Avante), deputado estadual do Rio de Janeiro preso pela PF nesta terça-feira (5) — Foto: Reprodução/Instagram
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  • A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, em operação ligada a suposta troca de favors envolvendo vagas na Educação.
  • Rangel era próximo de Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Beco, já alvo de operação da PF em Campos dos Goytacazes.
  • O deputado também tinha relação com o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil), investigado por suposta passagem de informações ao Primeiro Comando da Capital (CV); as investigações apontam uso de proximidade para indicações em órgãos públicos.
  • Mensagens de junho de 2021 mostram o deputado oferecendo duas vagas de trabalho como auxiliar de serviços gerais para Júnior do Beco em órgãos da Educação, com oito vagas disponíveis no total.
  • Em diálogo, Júnior do Beco teria indicado dois nomes para as vagas — a irmã dele e a esposa de Gleyson Barbosa Paes Da Silva, também apontado como traficante — conforme documentos da PF.
  • A defesa de Rangel afirmou estar surpresa com a prisão e negou as acusações, ressaltando que o deputado confia no devido processo legal.

O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira. A ação envolve o oferecimento de vagas na Educação para parentes de suspeitos ligados ao tráfico em Campos dos Goytacazes, cidade da região Norte do Rio de Janeiro. Segundo a PF, Rangel mantinha relação próxima com Arídio Machado da Silva Junior, conhecido como Júnior do Beco, alvo de operação anterior contra o tráfico na cidade.

A PF também aponta que o deputado era próximo do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso preventivamente sob suspeita de repassar informações privilegiadas ao Comando Vermelho. A investigação indica que Rangel usava essa proximidade para indicar cargos em órgãos públicos.

Conforme a denúncia da PF, mensagens de junho de 2021 mostram conversas entre Rangel e Fabio Pourbaix Azevedo, ex-assessor dele e também preso na operação. O conteúdo indica que Júnior do Beco teria direito a vagas de trabalho como auxiliar de serviços gerais na rede estadual de Educação.

Na decisão que autorizou as prisões, a autoridade acusou que Thiago Rangel oferecia duas vagas de ASG para inserir Júnior do Beco em uma planilha de indicações. Em mensagens, o deputado envia o contato de Júnior e orienta Fábio a falar com ele em nome do parlamentar.

Ainda de acordo com o documento, no mesmo dia o ex-assessor informou que Júnior do Beco indicou dois nomes para a vaga: a irmã dele e a esposa de Gleyson Barbosa Paes Da Silva, apontado como traficante em Campos dos Goytacazes.

A defesa de Rangel afirmou que recebe a prisão com surpresa e negou as acusações. O comunicado sustenta a confiança no due processo legal e afirma que o deputado negará qualquer ilícito durante o esclarecimento dos fatos.

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